Requião ameaça mostrar as coxas saradas para forçar presidenciáveis discutir programas de governo

Requião ameaça mostrar ‘coxas saradas’ para forçar presidenciáveis a discutir programas de governo

Após Lula, Kakay e Zé de Abreu mostrarem as coxas saradas, agora é a vez do ex-senador e ex-governador Roberto Requião (sem partido) ameaçar mostrar as canetas em público. Ele quer forçar os presidenciáveis a discutirem programas de governo, caso sejam eleitos.

Pelo Twitter, Requião cobra posicionamentos claros sobre a revogação da reforma trabalhista dos pré-candidatos Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e até do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (sem partido), lembrado para a vice de Lula.

Durante a semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que vai revogar a reforma trabalhista aprovada por Michel Temer (MDB), em 2017, depois do golpe em Dilma Rousseff (PT).

Prestes a mostrar as próprias coxas, Requião afirma que uma “frente ampla” só seria admissível se sintonizada aos interesses do povo e da nação brasileira:

  • Revogação da reforma trabalhista;
  • Dignidade do trabalho;
  • Projeto de desenvolvimento sustentável;
  • Reativação de empresas estratégicas para o desenvolvimento do Brasil;
  • Banco Central ao lado aos interesses do país e não dos banqueiros;
  • Soberania; e
  • Reforma da mídia (Regulação dos Meios).

Nos últimos dias, além dessa esparsa manifestação de Lula, sobre a revogação da reforma trabalhista, a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), disse que o partido também vai propor a reestatização de empresas públicas.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) segue as pegadas de Requião: “Nenhum [pré-candidato a presidente da República] fala em revogar privatizações e contrarreformas”, cobra em suas redes sociais.

Enquanto tira a camisa em seu strip-tease político, o ex-governador do Paraná cita levantamento do economista Marcio Pochmann, presidente do Instituto Lula, sobre reestatizações.

Segundo Pochmann, os cinco países que mais reestatizaram no mundo foram: Alemanha (411), Estados Unidos (220), França (156), Espanha (119) e Reino Unido (110).

Para Roberto Requião, a velha mídia corporativa tenta converter as eleições deste ano em um concurso de beleza e de bons modos. Por isso, segundo o político paranaense, a Globo insiste em “pulverizar” o presidente Jair Bolsonaro (PL) e não discutir absolutamente nada que realmente importa para o povo: a economia.