Bolsonaro assiste oleoduto desviando dinheiro da Petrobras; na sua bunda, a marca de um pé

Petrobras continua dilapidando o patrimônio dos brasileiros para entregar a especuladores estrangeiros

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Enquanto transfere seu fabuloso lucro para acionistas privados, a custas de sucessivos aumentos abusivos nos preços dos combustíveis, a Petrobras ainda acelera a dilapidação [venda] do patrimônio de todos os brasileiros. Trata-se de um crime continuado e anunciado.

A petrolífera acumula um lucro astronômico de R$ 44,5 bilhões somente no primeiro trimestre deste ano, no entanto, isso não foi suficiente para barrar novo aumento no preço do diesel. Isso revoltou os caminhoneiros e donos de transportadoras, que prometem uma greve geral a partir desta quarta-feira (11/05) nas estradas do País.

Dito isso, a Petrobras informou que vendeu a totalidade de sua participação em quatorze campos terrestres de exploração e produção, denominados Polo Recôncavo, localizados no estado da Bahia, para a 3R Candeias S.A., anteriormente denominada Ouro Preto Energia Onshore S.A., subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás S.A.

O valor total da venda foi de US$ 256 milhões, tendo sido pagos (a) US$ 10 milhões na assinatura do contrato, em 17/12/2020 e (b) US$ 246 milhões na data de hoje, já considerando os ajustes previstos no contrato. Provavelmente, esses ativos serão transformados em dividendos para os acionistas.

A estatal ainda liquidou, em conjunto com a Sonangol Hidrocarbonetos Brasil Ltda. (Sonangol), da totalidade das participações de ambas as empresas no bloco exploratório terrestre POT-T-794, pertencente à concessão BT-POT-55A, localizada na Bacia Potiguar, no estado do Rio Grande do Norte, para a empresa Aguila Energia e Participações Ltda.

O valor total da venda foi de US$ 750 mil, sendo (a) US$ 150 mil pagos na assinatura do contrato, em 27/12/2021 e (b) US$ 600 mil pagos na data de hoje, já considerando os ajustes devidos. Da mesma forma que a transação na Bahia, esses numerários possivelmente irão para alimentar a farra dos especuladores.

Diante desse cenário, de venda de subsidiárias, o petróleo ainda é nosso? Não.

Um oleoduto imaginário suga diariamente o líquido viscoso e denso para os bolsos de magnatas instalados nos bancos brasileiros, fundo de investimentos de Nova York, Londres, França, China, dentre outros países. Embora sejam chamados de “acionistas”, eles não passam de ladrões.

Quando o consumidor abastece seu automóvel, seu caminhão, está alimentando esses párias festejados pela velha mídia corporativa.

Como se resolve isso tudo? Mudando o governo, tirando o atual inquilino do Palácio do Planalto.