Pela 1ª vez, senadores denunciam “ditadura do judiciário” no país

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), em discurso no Senado, denunciou nesta segunda-feira (15) uma “ditadura do judiciário” em vigor no país.

Gleisi denunciou clara associação entre o judiciário e uma mídia que julga e condena sem direito de defesa, afetando a nossa democracia. Como exemplo ela citou o fechamento do Instituto Lula.

“Daqui a pouco vão fechar o Congresso Nacional”, alertou a parlamentar.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) aparteou:

“No andar da carruagem, vamos acabar nisso. Estão nos levando para uma ditadura judicial que é rigorosamente inaceitável. Por isso a guerra da hermenêutica. O Ministério Público não pediu o fechamento do Instituto Lula, mas o juiz entendeu que sim”.

“Numa guerra o objetivo é eliminar fisicamente o adversário. No lawfare, retira-se o direito civil e a razão da fala”, denunciou Gleisi.

“Só opta pela guerra quem nunca dela vai participar. É violência do magistrado que se refugia nas prerrogativa e imunidade. Não tem nenhum cabimento isso. Por isso fizemos aqui no Senado a Lei de Abuso de Autoridade”, complementou Requião.

Para Gleisi Hoffmann, que é líder do PT no Senado, a mídia utiliza-se do “jornalismo de guerra” onde prevalece a “pós-verdade”, ou seja, a mentira contada pelos veículos para atacar a honra e a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A petista também acusou mídia e judiciário de terem matado a ex-primeira-dama Marisa Letícia. Ela afirmou que a revista Veja tem que ficar no lixo. “Não merece ser lida [e processada]”, recomendou.

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