Paraná pode adotar passaporte da vacina devido ao aumento de casos de covid-19

Paraná pode adotar passaporte da vacina devido ao aumento de casos de covid-19

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“Aumento de covid-19 reforça necessidade do passaporte da vacina”, defende deputado Arilson Chiorato

O aumento expressivo de casos de infecções e internações por covid-19 nas últimas semanas reforça a necessidade do passaporte da vacina, defende o deputado Arilson Chiorato (PT) e autor do projeto de lei 371/2021, que propõe a medida no Paraná. O PL 371/2021 foi proposto em agosto do ano passado e está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).

“Vimos em São Paulo e também em outros estados que 80% dos internados por covid-19 são de não-vacinados ou de pessoas que não completaram o ciclo, ou seja, mais uma vez, mostra a importância de agirmos para incentivar a imunização”, defende o parlamentar.

Para o deputado Arilson, apesar do apagão de dados registrado no último mês no Ministério da Saúde (MS), o que dificulta uma avaliação correta do cenário, os dados disponíveis mostram o avanço do vírus e reforçam a necessidade da imunização coletiva. “Vou trabalhar esse ano para que o PL do passaporte da vacina seja aprovado, porque tenho certeza que vai salvar muitas vidas e a combater á pandemia”, acredita.

O deputado Arilson observa ainda que uma pesquisa feita pelo Datafolha, divulgada no início dessa semana, apontou que 81% dos brasileiros apoiam a exigência do ‘passaporte de vacina’ em locais fechados. “Nós, parlamentares, precisamos ouvir a população e espero ter o apoio dos colegas para que esse projeto seja aprovado”, aguarda. A pesquisa do Datafolha ouviu, por telefone, 2.023 pessoas de 16 anos ou mais em todos os estados do Brasil.

No ano passado, um levantamento feito pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) já mostrava que 80% dos casos de mortes e internamentos por covid-19 eram de pessoas não vacinadas.

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Na avaliação do deputado Arilson, o passaporte da vacina não obriga ninguém a tomar a se imunizar contra a covid-19, apenas prevê restrições a locais e serviços públicos. “O direito individual de não se vacinar está garantido, mas esse mesmo direito não pode colocar outras vidas em risco. Nosso objetivo é garantir a saúde de todos e todas”, afirma.