Paralisação dos caminhoneiros entra no quarto dia e cria clima de ‘greve geral branca’ no país

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A paralisação nacional dos caminhoneiros entra no seu quarto dia, ampliando o movimento com a adesão de várias categorias. Além disso, os efeitos da paralisação começam a pipocar em diversas áreas da vida nacional. Nesta quinta-feira (24), o quarto dia das manifestações contra a política de elevação continuada dos preços dos combustíveis patrocinada pelo governo golpista de Temer e Pedro Parente, as principais estradas federais do país continuam com pontos de paralisação e concentração de caminhoneiros. Além disso, bases de distribuição de combustíveis foram “sitiadas” em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

A paralisação nacional dos caminhoneiros tem provocado desabastecimento de combustíveis e de alimentos em diversas partes do país.  Nos postos de gasolina as filas são quilométricas em cidades como Curitiba, regiões de São Paulo, Belo Horizonte e em outras capitais. Em algumas, como Brasília falta álcool e Etanol.

A oferta de produtos também foi afetada nas centrais de abastecimento (Ceasas) de diversas capitais. Produtores de leite e de aves da Região Oeste do Paraná e do Rio Grande do Sul paralisaram a produção por falta de insumos.

O quarto dia de paralisação dos caminhoneiros criou um “clima de greve geral branca no país”. O desastre anunciado, com o desmonte da Petrobras, acelerou a decomposição política e operacional do governo golpista — que nesta manhã realiza uma reunião de emergência no Palácio do Planalto.
A combustão da crise reverberou na luta política: A  Frente Brasil Popular, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical (FS) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestaram apoio ao movimento dos caminhoneiros. Grupelhos de extrema-direita, que pregam uma intervenção militar,  e partidários do pré-candidato Jair Bolsonaro,  também tentam espalhar mais brasas no fogaréu, difundindo panfletos nos pontos de paralisação e fakes news nas redes sociais.
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