Bolsonaro e Guedes quebraram a economia do Brasil

Para o andar de baixo, a depressão econômica já é uma realidade desde o início da pandemia

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Um ano e meio depois da pandemia, os jornalões brasileiros falam que o Brasil corre risco de estagflação –aumento da taxa de desemprego combinado com inflação e aumento contínuo de preços, a carestia, que aumenta o custo de vida.

A velha mídia corporativa, cujos veículos de comunicação hoje pertencem a bancos, é sócia dessa crise. Ela defendeu cortes nos salários, retirada de direitos, desinvestimentos em energia e água, perseguição a servidores públicos, precarização da mão de obra e semiescravização dos trabalhadores (reforma trabalhista) e ataque aos velhinhos (fim da aposentadoria e pensão), bem como a venda de patrimônios da sociedade por meio de fraudulentas privatizações e concessões.

Diferente do que apregoa a mídia, a depressão econômica no Brasil já é uma realidade para o andar de baixo desde o início da pandemia. Basta ver o número de desocupados e pessoas que dependem de ajuda do governo para sobreviver. Não há empregos ou perspectiva de melhora sob Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, embora não haja crise para os ricos e banqueiros –e por extensão, para os barões da velha mídia.

Segundo os manuais de economia, depressão econômica consiste num longo período caracterizado por numerosas falências de empresas, crescimento anormal do desemprego elevado, escassez de crédito, baixos níveis de produção e investimento, redução das transações comerciais, alta volatilidade do câmbio, com deflação ou hiperinflação e crise de confiança generalizada. Portanto, a depressão é mais severa que a recessão, a qual é considerada como uma fase declinante normal do ciclo econômico.

O reflexo dessa depressão foi explicitado nesta quarta-feira (1°/09), com a divulgação do desempenho negativo de -0,1% no PIB do segundo trimestre. Enquanto isso, em Portugal, o produto interno bruto cresceu 4,9% no mesmo período porque adotou medidas no sentido contrário de Guedes e Bolsonaro: aumento de salários, pensões e aposentadorias; mais investimentos públicos; aceleração e ampliação de vacinação; dentre outras.

Evidente que o pobre não come o PIB, dólar, ou bebe gasolina mais barata. Mas esses índices mostram que a concentração de renda aumentou e a sociedade brasileira ficou mais pobre. No entanto, ganha um doce quem acertar que os setores que mais ganharam dinheiro nessa pandemia são banqueiros, barões da velha mídia e especuladores –em detrimento do emprego e do trabalho.

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