Operação policial no litoral paulista resulta em seis mortes e intensa mobilização militar

A Baixada Santista, região litorânea de São Paulo, foi palco de uma série de eventos violentos após o trágico assassinato do soldado Samuel Wesley Cosmo, de 35 anos, na última sexta-feira. As ações das tropas da Polícia Militar, enviadas da capital para conter a escalada da violência, resultaram em um cenário de confronto intenso, deixando um rastro de seis mortos no sábado.

A repercussão internacional do caso pode levar o novo ministro da Justiça e Segurança, Ricardo Lewandowski, a decidir uma política específica para interromper a matança de policiais e de moradores da região.

De acordo com as informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), os policiais alegam ter reagido a tiros disparados contra eles em todos os casos. Três dos mortos já foram identificados, possuindo histórico policial relacionado a tráfico de drogas, roubos e furtos.

O soldado Cosmo, membro da Rota, foi fatalmente atingido enquanto patrulhava uma favela de palafita. A câmera presa à farda registrou o momento do confronto, mas o criminoso responsável pelo disparo ainda não foi localizado até o momento desta publicação.

A morte de Cosmo desencadeou uma série de operações na região, incluindo a Operação Escudo, que visa conter a violência após o recente falecimento do soldado Marcelo Augusto da Silva. A ação simultânea abrange toda a Baixada Santista e o litoral sul, marcando uma intensificação no combate ao crime organizado.

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Governador de SP Tarcísio de Freitas.

O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, informou através das redes sociais que três homens foram mortos na Vila dos Criadores, em Santos, após “atentarem contra os policiais” da Rota. A ação ocorreu durante um cerco na região, resultando na apreensão de armas e drogas.

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Em outro incidente, um homem não identificado morreu após supostamente atirar contra policiais do 3° Batalhão de Polícia de Choque em Santos. O indivíduo, portando um revólver calibre 38, foi socorrido, mas não resistiu. Em sua tentativa de fuga, uma busca na residência onde se escondeu revelou uma quantidade significativa de drogas e armas.

O cenário de confrontos se estendeu para São Vicente, onde um suspeito foi morto após resistir à abordagem policial. Os policiais da Rota relataram que o indivíduo fugiu a pé e atirou contra eles, resultando em uma resposta letal.

A escalada da violência na Baixada Santista coloca em evidência a necessidade de uma ação coordenada para enfrentar o crime organizado na região. A SSP enfatizou que as operações de inteligência continuarão a desarticular o crime, proporcionando uma resposta eficaz diante dos recentes eventos trágicos.

No entanto, a onda de violênica na Baixada se arrasta desde o ano passado.

Sobre as matanças da Operação Escudo

A Operação Escudo foi uma operação policial que ocorreu na Baixada Santista, São Paulo, entre 28 de julho e 31 de julho de 2023. A operação foi desencadeada após a morte de um soldado da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). A operação matou pelo menos 28 pessoas e prendeu 296 pessoas em menos de duas semanas. 

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) reuniu pelo menos 11 relatos de violações dos direitos humanos durante a operação. Um defensor público presente a uma audiência pública sobre a operação disse que 55% dos mortos não tinham passagem pela polícia, 76% não portavam drogas, 84% não foram apreendidos com armas e 67% eram negros. 

A maioria dos presos pela Operação Escudo eram negros, cerca de 62% de todos os presos. Um relatório do CNDH analisou as prisões de mais de 260 pessoas até 15 de agosto. Das prisões em flagrante, mais de 70% das pessoas eram negras, a maioria jovens de até 24 anos, mais da metade sem antecedentes criminais e em 90% dos casos a pessoa não tinha arma de fogo.

A Operação Escudo foi a operação mais letal da polícia paulista em mais de 30 anos. 

2 Replies to “Operação policial no litoral paulista resulta em seis mortes e intensa mobilização militar”

  1. Grande governador e secretário de segurança. Matam um policial e ao invés de se fazer uma investigação para saber quem matou e as razões, o carioca vem com populismo e com seu sevretário Derrete e põem a PM a matar qualquer um que passe pela frente e se gabam disso e se locupletam da dor das famílias.
    A PM não passa de um bando de jagunços que substituem a polícia civi, o promotor, o juiz, o desembargador e os carcereiros e a penitenciária, matando os pobres sem chances de defesa.

  2. Ontem na CNN, passou a reportagem que Bolsonaro, foi no velório do PM que faleceu na ação no litoral paulista. Infelizmente um trabalhador que morreu no cumprimento de suas obrigações e dever. Mas, isso não dá direito ao Bolsonaro, de fazer da dor da família seu palanque político contra o atual Governo. Como disse o Presidente Lula em sua fala na inauguração de ações em São Paulo, as pessoas tem que saber perder. Ele perdeu em São Paulo e não criou nada contra o Tarcísio, já o Bolsonaro, ainda está pelo Brasil criando confusão, transmitindo ódio e criando fake news, sobre o atual Governo. Como já disse, Bolsonaro é um LIXO, e pior ainda um CRETINO, que usa de tudo para aparecer, Mas, ainda estou na torcida para que este ano o Alexandre o mande para a Papuda ou para algum presídio de segurança máxima.

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