O TSE se aliou a quem mais produz e espalha fake news neste País

O TSE se aliou a quem mais produz e espalha fake news neste País

Contra fake news, Instagram e Facebook colocam avisos em postagens sobre Eleições 2022

Medida da empresa Meta, dona das redes sociais, que passa a valer a partir desta sexta (10), integra a parceria com o TSE no combate à desinformação

Buscando expiar os pecados, Mark Zuckerberg, dono do Facebook e do Instagram, anunciou parceira com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para supostamente combater as fake news. No entanto, o Blog do Esmael sabe o que a empresa Meta fez na eleição passada no Brasil e no mundo.

Primeiramente, é importante esclarecer que o TSE elevou o termo fake news ao nível do fetiche tal qual fazia a Lava Jato na questão da corrupção. A pergunta é: vale a pena censurar conteúdos dissonante e atribuir ao “jornalismo profissional” da Globo valor de “verdade absoluta”? O Blog do Esmael vê graves falhas nessa política do tribunal que cheiram a inconstitucionalidade.

Os jornalões brasileiros não têm histórico de defesa da democracia. Pelo contrário. A velha mídia corporativa participou diretamente em todos os golpes de Estado havidos no Brasil e, recentemente, fez campanha para retirar direitos da sociedade e dos trabalhadores para privilegiar o capital vadio a quem está está associada.

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Desde sexta-feira (10/12), postagens sobre as Eleições 2022 que são publicadas no Facebook e no Instagram, pertencentes à empresa Meta, passam a ser marcadas com um aviso sobre o assunto. Sempre que os sistemas das duas redes sociais identificarem o tema, um cartão com links para o Portal da Justiça Eleitoral será exibido. A iniciativa faz parte da parceria do Facebook e do Instagram com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no combate à desinformação, e visa proteger o processo democrático e ajudar as pessoas a terem acesso a informações confiáveis.

Um recurso parecido já é utilizado quando o post aborda a pandemia de Covid-19. Em publicações mencionando o assunto, por exemplo, a empresa coloca um rótulo com um link para uma “Central de Informações” sobre a doença, citando estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Aliança Global de Vacinas (Gavi).

O Brasil é o primeiro país a receber esses avisos, conhecidos como rótulos. O objetivo é ajudar na propagação de informações oficiais sobre o sistema de votação, além de colaborar para rebater as fake news sobre o processo eleitoral no pleito do ano que vem.

De acordo com a empresa, a novidade faz parte dos investimentos em políticas e ferramentas para combater a desinformação nos processos eleitorais em todo o mundo. Nas Eleições Municipais de 2020, foram removidas mais de 140 mil peças de conteúdo do Facebook e do Instagram no Brasil pela violação das políticas de interferência na votação antes do primeiro turno do pleito.