Mansueto cai do Tesouro, mas falta sair ainda Guedes da Economia

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que Deus o tenha!, caiu neste domingo (14). Ele era o responsável pelo controle do caixa do governo Jair Bolsonaro (sem partido).

A queda de Mansueto ocorre horas antes de o governo dar um megacalote em 60 milhões de trabalhadores brasileiros, que teriam direito a sacar emergencialmente R$ 1.045 do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) nesta segunda-feira (15).

A Caixa informou que o governo não tem dinheiro para honrar o compromisso, por isso divulgou ontem (13) um calendário de parcelamento até outubro, conforme divulgou o Blog do Esmael.

Por imposição legal, Mansueto deve cumprir quarentena e ir para a iniciativa privada.

O próximo da fila para cair é Paulo Guedes, ministro da Economia, chefe de Mansueto.

Guedes é quem manda no caixa do governo. É ele quem determina pagar ou dar calote, a exemplo desse do FGTS.

O ministro da Economia também é o responsável pelo agravamento da crise econômica no País, que foi potencializada pela pandemia de coronavírus.

Mansueto caiu, mas ainda falta cair Guedes.

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Em nota, STF quer o ‘couro’ de Bolsonaro

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, divulgou nota oficial neste domingo (14) condenando ataque com fogos de artifício à Corte na noite deste sábado (13).

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O magistrado atribuiu a agressão à “integrantes do próprio Estado” e por bolsonaristas que seriam a minoria da população.

Sem citar claramente o nome de Jair Bolsonaro (sem partido), seus ministros e apoiadores, Dias Toffoli sinalizou que quer o ‘couro’ do presidente da República.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, se solidarizou com o Supremo.

“Estas agressões violentas deste grupos fascistas, inclusive atirando rojões contra o STF, tem incentivo direto do presidente Bolsonaro”, acusou o pedetista. “Cadê a reação das Forças Armadas para se cumprir a Constituição e garantir a integridade dos ministros do Supremo?”, questionou o dirigente.

Após o ataque de ontem à noite, o governador do DF Ibaneis Rocha (MDB) proibiu manifestações na Esplanada dos Ministérios e o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) também vetou a aproximação de bolsonaristas do Congresso, que foi alvo de tentativa de invasão na tarde deste sábado.

A seguir, leia a íntegra da nota do STF:

Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas.

Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos, Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira.

O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão.

Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus Ministros e da democracia brasileira.

Ministro Dias Toffoli
Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça

Globo divulga ‘powerpoint’ do gabinete do ódio, responsável por fake news de Bolsonaro

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O jornal Globo publicou neste domingo (14) o que se pode chamar de ‘powerpoint’ do gabinete do ódio, estrutura responsável pela disseminação de fake news do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo reportagem, o grupo começou ser recrutado em março de 2017 pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), o Carluxo, filho do presidente da República chamado pelo pai de “Zero Dois”.

O Globo apresenta uma árvore com ‘quem é quem’ no gabinete do ódio, que é investigado pelo inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) e pela CMPI do Congresso Nacional.

O jornal detalha quem são os assessores recrutados por trabalho nas redes sociais, a favor de Bolsonaro nos últimos anos:

  • José Mateus Sales Gomes (Bolsonaro Zuero);
  • Tércio Arnaud Thomaz (Bolsonaro Opressor);
  • Matheus Matos Diniz (Secom);
  • Guilherme Julian Freire (Endireita Fortaleza);
  • José Henrique Cardoso Rocha (SP Conservador);
  • Carlos Eduardo Guimarães (Bolsofeios).

O youtuber Felipe Neto, pelo Twitter, elogiou a reportagem publicada no Globo. “Essa matéria do Sonar ficou excelente, é leitura obrigatória para todos. Mostra como foi a origem do Gabinete do Ódio, como tudo começou e como está agora. Mostra a simplicidade da coisa e como é feito por moleques.”

Além de dar nome aos bois, o ‘powerpoint’ do Globo também levanta os salários dos integrantes do gabinete do ódio, bem como quando e de quais páginas eles surgiram.

O primeiro parágrafo da matéria deixa claro que o presidente Jair Bolsonaro sempre creditou o triunfo de sua vitória eleitoral em 2018 à estratégia digital traçada pelo filho “02”, o vereador Carlos Bolsonaro, nas mídias sociais.