Macron irrita direita brasileira ao estatizar estaleiro na França

O presidente francês Emmanuel Macron pregou uma peça na direita brasileira ao nacionalizar os estaleiros STX France, para evitar que a italiana Fincantieri fosse comprada pela italiana Fincantieri.

Macron era considerado até semana passada como modelo para os golpistas brasileiros que tentam fabricar um anti-Lula nas eleições de 2018, mas, como registrou o Blog do Esmael, o francês despencou nas pesquisas em apenas 3 meses como se fosse um castelo de cartas.

Voltemos à estatização do “liberal” Macron na França.

O ministro da Economia Bruno Le Maire justificou que o “único objetivo” da estatização é “defender interesses estratégicos da França na construção de navios”. Precisaria mais algum motivo?

A decisão de estatizar a industria naval francesa deixou a direita brasileira desorientada e muito irritada com Macron, que era como uma espécie de “farol” do neoliberalismo na América Latina.

O governo golpista de Michel Temer, por exemplo, quer vender todos os ativos (patrimônio público) em nome do superávit primário (dinheiro para pagar juros dos bancos). Segundo recente denúncia dos petroleiros, o governo ilegítimo também faz negócios utilizando laranjas para beneficiar amigos do regime.

A estatização francesa não passou despercebida pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente nacional da Frente Ampla Nacionalista: “Macron, na França, estatiza estaleiros para evitar controle estrangeiro. Aqui o governo fecha e põe à venda para estrangeiros. PQP!”, tuitou.

Em março do ano passado, o ex-presidente Lula apontou o juiz federal Sérgio Moro como responsável pelo aumento desemprego em todo o país. E, em agosto, também de 2016, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) acusou o magistrado da lava jato de desempregar mais de 1,5 milhão de trabalhadores durante manifestação em defesa da indústria naval em Niterói (RJ).

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