Lula indica que revogará a reforma trabalhista que desempregou e semiescravizou trabalhadores

Lula indica que revogará a reforma trabalhista que desempregou e semiescravizou trabalhadores

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma das raras manifestações futuras, indicou nesta terça-feira (04/11) que irá revogar a reforma trabalhista que desempregou milhões de brasileiros e jogou os trabalhadores para um regime de semiescravidão em pleno século XXI.

“É importante que os brasileiros acompanhem de perto o que está acontecendo na Reforma Trabalhista da Espanha, onde o presidente Pedro Sanchez está trabalhando para recuperar direitos dos trabalhadores”, disse Lula, ao retuitar uma matéria do site Brasil de Fato [Espanha revoga reforma trabalhista que precarizou trabalho e não criou empregos].

Lula é líder absoluto nas pesquisas de intenção de votos, de acordo com todos os institutos.

Segundo a reportagem compartilhada pelo ex-presidente Lula, a Espanha vai começar 2022 com nova legislação, que revoga os efeitos nocivos da reforma trabalhista de 2012. A mudança faz parte de negociação que envolveu empresas, sindicatos e partidos que compõem a coalização que dá suporte ao Partido Socialista Espanhol (Psoe).

O Brasil de Fato registra que a reforma trabalhista da Espanha de uma década atrás foi uma das “inspiradoras” da “reforma” feita no Brasil em 2017, sob o governo de Michel Temer. Lá como aqui, o pretexto de baratear as contratações para se criarem mais empregos fracassou. Isso porque, a principal consequência foi a precarização do trabalho e a criação de vagas mal remuneradas, com menos direitos e condições ruins de trabalho.

Na essência, essa reforma trabalhista brasileira é inconstitucional –embora o Supremo Tribunal Federal (STF) não tenha tido coragem de declará-la ilegal. Ela entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017 (Lei 13.467/2017), precarizou a mão de obra, reduziu os salários e causou milhões de desempregados. Foi também a responsável pela pejotização e transformar o Brasil na nação do desemprego com 50% da população economicamente ativa desocupada, ou seja, cerca de 80 milhões de pessoas.

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