A CPI da Covid pode terminar menor do que começou em abril [vídeo]

Leia a íntegra da nota das Forças Armadas repudiando o presidente da CPI

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), em discurso no plenário, lamentou que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), não defendeu a comissão de investigação diante do ataque das Forças Armadas. “Pelo seu passado de esquerda, eu esperava mais de Sua Excelência”, disse Omar.

A nota assinada pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, foi compartilhada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

No depoimento do ex-diretor do Departamento de Logística, Roberto Ferreira Dias, Omar Aziz disse que “os bons das Forças Armadas devem estar envergonhados” pelo envolvimento de militares nas suspeitas envolvendo o Ministério da Saúde:

“Os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do Governo”, disse o presidente da CPI.

Em resposta à CPI, o ministro da Defesa afirma que “as Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro.”

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Segundo dados da comissão de investigação, cerca de 10 membros das Forças Armadas já foram citados na CPI da Covid.

“Fazia muitos anos. Aliás, eu não tenho nem notícia disso na época da exceção que houve no Brasil, porque o Figueiredo morreu pobre, porque o Geisel morreu pobre, porque a gente conhecia… E eu estava, naquele momento, do outro lado, contra eles. Uma coisa de que a gente não os acusava era de corrupção, mas, agora, Força Aérea Brasileira, Coronel Guerra, Coronel Élcio, General Pazuello e haja envolvimento de militares…”, disse o presidente da CPI, que desagradou o Palácio do Planalto.

Leia a nota na íntegra:

O Ministro de Estado da Defesa e os Comandantes da Marinha e do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira repudiam veemente as declarações do Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Senador Omar Aziz, no dia 07 de junho de 2021, desrespeitando as Forças Armadas e generalizando esquemas de corrupção,

Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável.

A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos.

Por fim, as Forças Armadas do Brasil, ciosas de se constituírem fator essencial da estabilidade do País, pautam-se pela fiel observância da Lei e, acima de tudo, pelo equilíbrio, ponderação e comprometidas, desde o início da pandemia Covid-19, em preservar e salvar vidas.

As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro.

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