Jatinho da JBS complica Temer. Empréstimo de aeronave levou André Vargas à prisão

A carona que Michel Temer e família pegaram nas asas de um jatinho do empresário Joesley Batista, delator da Lava Jato, é o “batom na cueca” que faltava para comprovar a relação promíscua entre o agente público e o agente delinquente.

Temer voou com a família para Comandatuba, na Bahia, em janeiro de 2011, no jatinho com o prefixo “JBS-PR”, mas o ilegítimo agora jura que desconhecia que o dono do jato era o empresário Joesley Batista.

A crise de ciúmes que irradiou Temer devido as flores recebidas pela esposa Macela, na aeronave, corrobora a tese de que ele sabia da propriedade do jato. Tal fato estabelece o nexo causal que ajuda explicar as relações com a JBS e as propinas recebidas pelo ilegítimo.

Dito isto, vamos a um caso similar.

Num passado mais recente, por volta de 2013, André Vargas (sem partido), ex-vice-presidente da Câmara, aceitou carona no jatinho do doleiro Alberto Yousseff — também delator da Lava Jato.

A viagem em férias do ex-parlamentar para João Pessoa, na Paraíba, custou-lhe a liberdade. Vargas permanece “depositado” nas masmorras de Curitiba desde abril de 2015. O delator, assim como Joesley, foi posto em liberdade pela Lava Jato.

Se Temer não perder nem o cargo nem a liberdade, então, por simetria, justo seria também soltar Vargas. Aliás, os crimes atribuídos ao ex-deputado André Vargas, perto desses delatados e gravados por Joesley Batista, parecem coisas possíveis de enquadrar no princípio de crime da bagatela (insignificância).

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