Israel mata general da Guarda Revolucionária do Irã, e Teerã promete retaliação

Um ataque aéreo israelense realizado nesta segunda-feira (25/12), dia de Natal, próxima capital síria Damasco, descobriu a morte do general da Guarda Revolucionária do Irã (GRI), Sayyed Razi Mousavi.

O ataque ocorreu no subúrbio do distrito de Zeinabiyah, como parte de uma experiência israelense contra alvos do Irã na Síria.

Mousavi foi responsável pela aliança militar entre a Síria e o Irã, que se fortaleceu desde que o Irã passou a apoiar o governo do presidente sírio Bashar al-Assad na guerra que eclodiu na Síria em 2011.

O governo iraniano prometeu retaliação a Israel pela morte de Mousavi.

Em comunicado, o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, classificou o general como mártir e disse que ele agora está na companhia do tenente-general Qassem Soleimani, morto em 2020, em um ataque dos EUA próximo ao Aeroporto Internacional de Bagdá.

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Raisi disse que o martírio de Mousavi “é mais um sinal de frustração e de fraqueza do regime sionista de ocupação na região”, e sublinhou que Israel pagará pelo crime.

Também nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, concedeu uma coletiva de imprensa, na qual abordou o ataque realizado por Israel na noite do dia 24, véspera de Natal, contra o campo de refugiados al-Maghazi, localizada na Faixa Gaza, que deixou pelo menos 70 mortos.

Kanaani disse que o ataque israelense durante a celebração de Natal expôs como “atrocidades do regime sionista e a falta de orientação moral de Israel”.

“Testemunhamos que os cristãos cancelaram as suas celebrações [de Natal] no local de nascimento de Cristo em solidariedade com os palestinos, e é uma fonte de pesar que o regime sionista não tenha cessado os seus crimes mesmo na véspera do nascimento de Cristo”, disse Kanani.

“Fotos horríveis dos seus crimes foram publicadas naquela noite, mostrando que mais de 70 palestinos foram mortos no bárbaro bombardeio contra o campo de al-Maghazi. Esse crime mostrou, mais uma vez, que o regime sionista não adere a nenhum dos princípios divinos, religiosos e internacionais”, acrescentou o ministro.

Kanaani afirmou ainda que a resolução recentemente aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU sobre a situação em Gaza “mostrou mais uma vez o pleno papel de apoio dos Estados Unidos ao regime sionista”.

Segundo o ministro, a resolução é nula e impossível de ser realizada.

“Com a objeção dos Estados Unidos, não há nenhuma cláusula nas disposições desta resolução que exijam esforços imediatos para cessar os crimes [cometidos em Gaza]”, disse o ministro.