Governador João Doria assina decreto que obriga servidor estadual a comprovar vacinação em SP

Instituto Butantan diz que pediu aprovação da CoronaVac para crianças enquanto a Anvisa nega recebimento de dados

O presidente Jair Bolsonaro (PL) parece querer reeditar a “guerra da vacina” começada do início da pandemia, quando o mandatário quis inviabilizar a produção de vacinas do CoronaVac pelo Instituto Butantan, do governo de São Paulo, isto é, pelo governo de João Doria (PSDB).

Em nota divulgada nesta quarta-feira (22/12), o Instituto Butantan disse que, mais uma vez, foi surpreendido com informações vindas da imprensa sobre a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que afirma não ter recebido os dados solicitados para aprovação do uso da CoronaVac em crianças e adolescentes.

“Justamente na semana passada, enviamos separadamente dois dossiês com cinco novos estudos, além de dados de farmacovigilância e de segurança vindos da Sinovac, biofarmecêutica chinesa produtora da CoronaVac, e do governo chileno. Além disso, também enviamos separadamente outro dossiê com análise dos dados de imunogenicidade das amostras coletadas dos participantes da fase 3, conforme acordado com a Anvisa”, diz a nota.

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De acordo com o comunicado, especialistas do Butantan participaram de reunião como órgão sanitário brasileiro, além de especialistas das principais sociedades médicas pediátricas do Brasil, para tirar as dúvidas dos estudos e ratificar a estratégia de que a CoronaVac é a vacina mais recomendada para a faixa etária de 3 a 17 anos.

Entretanto, afirma o Butantan, o órgão regulatório não fez questionamentos durante a reunião. “É preciso que haja mais clareza por parte da Anvisa para que assuntos como a aprovação da vacina no contexto pandêmico que vivemos sejam tratados com a rapidez necessária.”

Enquanto a Anvisa nega que tenha recibo os dados do Instituto Butantan, Doria manteve obrigatoriedade do uso de máscara até 31 de janeiro de 2022.

“Seguindo a recomendação do Comitê Científico, decidimos manter a obrigatoriedade do uso de máscaras em todo o Estado de SP até o dia 31 de janeiro. Apesar do grande avanço na vacinação, em razão do período de festas e da variante Ômicron, é preciso cautela neste momento”, comunicou o tucano nas suas redes sociais.