“Indigna condenação”, dizem comunistas portugueses

O Partido Comunista Português, em nota oficial, classificou nesta quinta (13) como “indigna” condenação do ex-presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro.

Os comunistas portugueses dizem que a sentença condenando o petista a 9 anos e meio de prisão é “parte integrante e indissociável do golpe de Estado institucional que determinou a destituição da Presidente Dilma Rousseff no ano passado e que continua em curso no Brasil”.

O PCP também aponta a decisão do magistrado tem como objetivo de barrar Lula nas próximas eleições, em 2018, haja vista as urnas serem “uma séria ameaça aos setores golpistas” que atentam contra a democracia e a soberania do Brasil.

Abaixo, leia a íntegra da nota do PCP:

NOTA DO GABINETE DE IMPRENSA DO PCP
Sobre a condenação do ex-presidente Lula da Silva por Sérgio Moro

A indigna condenação em primeira instância do ex-presidente Lula da Silva pelo Juiz Sérgio Moro consubstancia um processo eminentemente político, parte integrante e indissociável do golpe de Estado institucional que determinou a destituição da Presidente Dilma Rousseff no ano passado e que continua em curso no Brasil.

Uma condenação cujo propósito e natureza política se torna tão mais evidente, quando é amplamente denunciada a não comprovação da acusação de que Lula da Silva é alvo e quando a sua candidatura às próximas eleições presidenciais brasileiras é justamente encarada como uma séria ameaça pelos sectores golpistas à continuação do seu plano de ataque à democracia e soberania do Brasil, aos direitos políticos, sociais, económicos do povo brasileiro – de que é recente exemplo a aprovação de nova legislação laboral que representa uma brutal agressão aos direitos conquistados pelos trabalhadores brasileiros.

Com a convicção de que a justiça acabará por ser reposta, o PCP reafirma a sua solidariedade aos comunistas e demais forças progressistas, democráticas e patrióticas brasileiras, aos trabalhadores e povo brasileiro e à sua luta contra o processo golpista das forças reaccionárias e do imperialismo e seu plano anti-democrático, anti-social e anti-patriótico e pelo prosseguimento e aprofundamento do caminho de progresso social e de afirmação soberana.

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