Governo Richa sugere que professores que ficam doentes são “vagabundos”

O governo Beto Richa (PSDB), pela boca do chefe da Casa Civil Valdir Rossoni (PSDB), número dois na administração tucana no Paraná, voltou a sugerir esta semana que os professores que ficam doentes são “vagabundos”.

Segundo questionário aplicado a 7 mil professores do Paraná, a depressão lidera o ranking com 30% dos afastamentos de sala de aula, seguida com 28% de problemas de voz, 17% de dores na coluna e 8% de deficiências respiratórias, outros 17% não especificaram.

A polêmica apareceu depois de Rossoni postar nas redes sociais, nesta terça (17), a “farta” distribuição de recursos de ICMS para os municípios contornarem a crise econômica.

“Sim e a dívida com os educadores?”, questionou uma professora que obteve a seguinte resposta do tucano: foram tomadas “medidas para acabar com a folga de professores que não trabalham e pegam atestado ano inteiro”.

Em maio de 2015, Rossoni, então presidente estadual do PSDB, já se enrolara nas teias da internet ao xingar de “biscate” a professora Adriane Sobanski.

Há dois anos, nas vésperas da histórica greve de 44 dias, a primeira-dama Fernanda Richa também havia sugerido que os professores “ganham muito” e “produzem pouco”.

A nova ofensiva contra o magistério ocorre num momento em que o governo do PSDB anuncia a redução da hora-atividade e a exclusão na distribuição de aulas os professores que tiveram faltas. Richa deverá desempregar cerca de 7 mil profissionais da educação somente este ano de 2017.

Diante disto tudo, a deflagração da greve dos educadores neste início do ano letivo torna-se quase uma certeza como forma de defesa dos ensandecidos ataques tucanos.

Abaixo leia a íntegra da postagem de Rossoni:

“Recebi de uma mãe.
Parabéns pelas alterações na área da educação. Espero que venham mais medidas para acabar com a folga de professores que não trabalham e pegam atestado ano inteiro. Todo ano são aulas vagas que não há reposição. Aliás. . Fazem reposição quando eu cobro do professor. Minhas filhas tem anotado dia, horário e nome de cada professor que faltou. Geografia por exemplo a professora faltou total de 10 aulas. O governo teria que fazer uma campanha para os pais fazer esse monitoramento de faltas e denunciar na secretaria de educação. Muitos diretores acobertam as faltas de professores. O caso complica quando estes professores que faltam pegam aulas extraordinárias .. um absurdo!!
Obrigada por contribuir com o ensino escolar das minhas filhas adotando medidas coerentes.”

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