Governo Richa lança alerta sobre ação do PCC no Paraná

Email revela temor de ações semelhantes à s que vêm ocorrendo em São Paulo e Santa Catarina; alerta máximo no estado governado por Beto Richa, que vê a região de Foz do Iguaçu, como possível foco das primeiras ações. Foto: BR 247.
Um e-mail enviado pelo comandante do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), tenente-coronel Douglas Sabatini Dabul, no último dia 2 de novembro, alerta todo o efetivo da Polícia Militar sobre possíveis ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Paraná, a exemplo do que vem ocorrendo em São Paulo. Nesta semana, a onda de violência chegou até o estado de Santa Catarina.

“Uma interceptação, região de Foz, onde há notícias que o PCC-PR recebeu ordem para agir como eles vêm agindo em São Paulo. Todos os policiais BPEC deverão ser alertados individualmente, começando pelos que trabalharão no sábado e domingo, devendo ainda este alerta ser repassado a todos, pessoalmente, por email ou telefone”, diz o comunicado, divulgado no site Profissão PM, mantido por policiais e bombeiros do Paraná.

Em São Paulo, cerca de 100 PMs foram executados por encomenda do PCC na onda de violência que assusta o estado vizinho e que escandaliza o país.

Depois de questionado sobre as informações ali colocadas, via e-mail, o site “Profissão PM” saiu do ar e aparece agora “em manutenção. O blog também tentou fazer contato duas vezes com tenente-coronel Dabul, que também é coordenador estadual do PROERD (Programa Educacional de Resistência à s Drogas e à  Violência). O BEPC informou que o tenente-coronel está em viagem e retorna na segunda-feira (19).

A preocupação do governo do Paraná aumentou depois que a onda de violência bateu à  porta de Santa Catarina. Desde segunda-feira (12), os municípios de Florianópolis e Blumenau foram alvos de 20 ataques registrados. Segundo o governo catarinense, 36 suspeitos foram detidos acusados de participar das ações criminosas.

Estamos acompanhando o que esta acontecendo em São Paulo e também em Santa Catarina. Estamos monitorando essas ações e tomando as medidas necessárias para evitar que isso se instale também no estado do Paraná!, disse Richa, em entrevista aos jornalistas Karlos Kolhbach e Antonio Senkovski, do jornal Gazeta do Povo.

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