Para o PT, Bolsonaro também é pária na economia ao aprofundar o “risco Brasil”

Governo Bolsonaro pediu propina de R$ 2 bilhões com vacina, segundo a Folha de S. Paulo

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  • Roberto Ferreira Dias foi Superintendente da COHAPAR (Companhia de Habitação do Paraná) no governo de Beto Richa (PSDB)
  • A propina seria US$ 1 por dose de vacina

Reportagem da Folha de S. Paulo desta noite de terça-feira (29/6) revela que a propina no governo Bolsonaro era de R$ 2 bilhões com o superfaturamento da vacina. A revelação é do representante da empresa Davati Medical Supply.

De acordo com a publicação, o diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou a propina em um jantar no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, região central da capital federal, no dia 25 de fevereiro.

Roberto Ferreira Dias foi Superintendente da COHAPAR (Companhia de Habitação do Paraná) no governo de Beto Richa (PSDB). Na época, Abelardo Lupion Mello era o presidente da empresa mista.

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Detalhista, matéria na Folha de S. Paulo disse que Dias foi ao encontro de Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, quando o diretor do Ministério da Saúde lhe fez a proposta da propina.

“Dariam 200 milhões de doses de propina que eles queriam, com R$ 1 bilhão”, disse Dominguetti à Folha de S. Paulo. Seria US$ 1 [de propina] por dose, diz a reportagem.

O jornalão paulistano assegura que Roberto Dias foi indicado ao cargo pelo líder do governo de Jair Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Sua nomeação ocorreu em 8 de janeiro de 2019, na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM).

Segundo o entrevistado da Folha de S. Paulo, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, o governo Bolsonaro não queria comprar vacina. Estava empenhado em obter propinas com a aquisição de imunizantes.