‘Folha do Bolsonaro’ recebe cartas do terrorista Battisti, contra Lula, é claro

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Supostas cartas trocadas entre o terrorista italiano Cesare Battisti e o jornal ‘Folha do Bolsonaro‘ inaugura oficialmente a entrada da velha mídia corporativa na campanha presidencial deste ano. É o início da baixaria contra um dos pré-candidatos, que desagrada a Avenida Faria Lima – importante endereço do mercado financeiro paulista.

O jornalão torce pela continuidade do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) e, por óbvio, contra a volta do ex-presidente Lula (PT) ao Palácio do Planalto.

Defender Bolsonaro significa proteger o business principal do Grupo Folha, que hoje opera no mercado financeiro como um banco. As notícias viraram meras ferramentas de especulação e de lobby.

– Há muita coisa para esclarecer, outras a desmentir. Inclusive algumas declarações falsas do Lula – diz na missiva o terrorista, que está preso na comuna Corigliano-Rossano, na Calábria.

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Empenhado em puxar Lula para a pauta moral e, consequentemente, ocultar o debate econômico, a ‘Folha do Bolsonaro’ atribui a Battisti a seguinte fala:

– Todos sabemos que Lula é capaz de tudo para colocar de novo a faixa de presidente. O animal político que nunca se contradiz. Aconteceu também comigo de admirar seu cinismo político (no sentido vulgar do termo) e o extraordinário jogo de cintura – disse, que se viu “descartado” pelo ex-presidente.

A mágoa do terrorista decorre da declaração de Lula, na Itália, em que pediu desculpas ao País da Bota por ter mantido Battisti no Brasil como refugiado político.

Sem muito assunto importante no país, a Folha ameaça dizendo que a série de correspondências se iniciou em abril de 2021, no mesmo mês da entrevista de Lula na Itália, “e continua até os dias atuais” [sic].

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Para a ‘Folha do Bolsonaro’, a questão de Cesare Battisti é mais relevante para os brasileiros que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis, o desemprego, a precarização da mão de obra, a volta da fome e da miséria, dentre outras mazelas neoliberais, que beneficiam o jornalão paulistano.

Há quem acredite que as cartas trocadas entre a Folha e Battisti foram psicografadas, ditadas pelos espíritos, como acreditavam os antigos gregos.

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