Estado do Amazonas deverá balizar no TSE cassação de Temer e realização de Diretas Já

A recente cassação do governador do Amazonas, José Melo (PROS), e do vice dele, Henrique Oliveira (SD), e a consequente determinação para a realização “imediata” de nova eleição naquele estado do Norte, poderá ser a régua para o julgamento de Michel Temer, no TSE, no próximo dia 6 de junho.

Com base no precedente do Amazonas, essa possibilidade de destituição sumária de Temer após o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral é muito mais real e concreta do que a vã filosofia imagina.

O que atemoriza o Palácio do Planalto, mais do que a própria destituição, é a convocação de eleições diretas.

Se o TSE decidir pela repetição da decisão que tomou em relação ao governador do Amazonas, isto é, delegando a escolha do sucessor ao povo, bagunçará a articulação das velhas raposas pela eleição indireta via Congresso Nacional.

A solução negociada das elites e do Congresso também consistiria num perdão a Temer em troca da renúncia.

Ou seja, o povo decidindo seu rumo e destino políticos significa cravar uma estaca no peito de Michel Temer — maneira mais adequada para eliminar vampiros.

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