Em artigo, líder do governo Beto Richa ataca ministra Gleisi Hoffmann

Traiano passa recibo: Não quer o chefe disputando com Gleisi.
Traiano passa recibo: Não quer o chefe disputando com Gleisi.
O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa do Paraná, em artigo de opinião, abriu fogo contra a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao Palácio Iguaçu e ameaça concreta à  continuidade dos tucano no poder.

O líder de Richa, parafraseando o jornalista Elio Gaspari, afirma que a candidatura de Gleisi “é uma receita da encrenca” para a presidenta Dilma Rousseff.

Traiano passa recibo à s críticas da ministra que, ontem, durante inauguração da Usina Mauá, lamentou o fato de o Paraná não contribuir com a redução da tarifa de energia no país.

Resumo do artigo e da ópera: Traiano não quer Gleisi Hoffmann disputando o governo do Paraná com Beto Richa.

A seguir, leia a íntegra do artigo de Ademar Traiano:

Política de terra arrasada

por Ademar Traiano*

Sua chefe da Casa Civil é candidata ao governo de um Estado. Essa é a receita da encrenca!. A frase é do jornalista Elio Gaspari em sua coluna de 12 de 12 de 2012. Seu objetivo foi alertar a presidente Dilma Rousseff para os riscos de ter em cargo chave do governo federal alguém que pensa e age o tempo todo de olho em um projeto político pessoal.

à‰ Gleisi Hoffmann a chefe da Casa Civil mencionada por Elio Gaspari. Sua ambição é governar o Paraná. O Estado sofre consequências terríveis dessa cobiça. Se esse projeto é encrenca! para a presidente, é um completo desastre para o Estado que a ministra quer governar.

O Paraná, com Gleisi Hoffmann na Casa Civil, vem sendo vitimado por uma política de terra arrasada. Essa política atinge e envenena todas as relações do Estado com a União. A começar pelas transferências da União para o Estado que registram uma queda vertiginosa.

Veja também  Crise econômica leva brasileiros a criar galinhas no quintal

O que o governo federal dá ao Paraná com uma mão tira com a outra. Em 2013 as perdas paranaenses deverão atingir R$ 1 bilhão. Serão R$ 450 milhões em impostos da Copel. Mais R$ 150 milhões em royalties do pré-sal; R$ 100 milhões da Cide; e R$ 300 milhões do Fundo de Participação dos Estados.

O Paraná também foi violentamente discriminado no chamado PAC das Concessões!, anunciado em agosto. Um programa de logística que prevê investimentos de R$ 133 bilhões, a construção de 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias. Pois, apesar dos ministros paranaenses Gleisi Hoffmann e seu marido ministro, Paulo Bernardo – ou justamente por isso -, nem um único real foi destinado a atender demandas do Paraná.

Ao contrário. O PAC previa traçados bizarros, ilógicos e absurdos, que pareciam concebidos deliberadamente para riscar o Paraná do mapa do Brasil e transformar Paranaguá – hoje o maior porto graneleiro do Brasil – num terminal marítimo irrelevante. Somente a atuação firme do governador Beto Richa e a mobilização das classes produtoras reverteu essa catástrofe anunciada.

Apesar dessas perdas enormes, o Paraná, como sempre fez na sua condição de grande produtor de commodities e que sustenta o crescimento nacional, continua a contribuir na produção e geração de energia. Apesar dos prejuízos impostos pela União, mantém subsídios sociais para as tarifas de energia para atender os mais pobres. Caso do programa que atende 200 mil famílias que consomem até 100 KW, que será mantido e ampliado no próximo ano para 120 KW.

O governador Beto Richa acaba de inaugurar a Usina Hidrelétrica de Mauá, construída pela Copel e Eletrosul, no Rio Tibagi. Ela tem potência instalada de 361 megawatts, o suficiente para atender 1 milhão de pessoas. As duas empresas investiram R$ 1,4 bilhão no empreendimento.

Veja também  Professores confirmam greve dia 1º de março contra aulas presenciais no Paraná

A nova usina é mais uma contribuição do Paraná a geração de energia elétrica no país. Um setor ameaçado por apagões, e agora alvejado pela inoportuna e temerária mudança nas regras do jogo. Mudanças que atingem em cheio o Paraná.

Durante a inauguração da usina, ao responder a um questionamento da ministra, que insinuou que o Paraná não estaria contribuindo com a redução das tarifas de energia elétrica proposta pelo governo federal, Beto Richa foi direto.

Lembrou que o Paraná, apesar dos prejuízos que terá de absorver, também contribuirá para a redução de tarifas com a renovação do contrato de concessão pela Copel com o governo federal. Essa renovação corresponde a 86% dos dois mil quilômetros de linhas de transmissão da Copel. A receita vai cair 58% por causa da renovação antecipada do contrato segundo a Medida Provisória 579. Baixará de R$ 305 milhões por ano para R$ 127 milhões.

E completou: “Todos nós queremos reduzir as tarifas, mas não ao custo de inviabilizar o sistema e quebrar a Copel, empresa de todos os paranaenses. As decisões tomadas pelo governo do Paraná foram técnicas e não políticas. Jamais deixei que a demagogia interferisse no meu governo”.

Na sucessão de observações que Elio Gaspari faz a Dilma, depois de notar que chefe da Casa Civil é candidata ao governo de um Estado é a receita da encrenca!, está um conselho que se destaca pela sabedoria: Enquadre os ministros candidatos a governos!

Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo na Assembleia Legislativa do Paraná.

Comments are closed.