Ele acabou com 4,4 milhões de empregos no Brasil, mas mesmo assim “homenageia” os trabalhadores

O ex-juiz Sergio Moro e a Lava Jato custaram 4,4 milhões de empregos e 3,6% do PIB, afirma estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Contratado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em março do ano passado, o estudo técnico sobre o impacto da Lava Jato na economia concluiu que a operação fez o Brasil perder R$ 172,2 bilhões em investimentos e encerrou 4,4 milhões de empregos no País. Uma tragédia.

Recentemente, ação popular movida por cinco deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) pediu o ressarcimento pelos danos causado por Moro. O ex-juiz grasnou, mas, como azar pouco é bobagem, o Conselho de Direitos Humanos da ONU a seguir confirmou que o ex-titular da Lava Jato foi parcial, cometeu ilegalidades, grampeou, prendeu seu adversário político e ideológico Luiz Inácio Lula da Silva para assegurar a vitória do então candidato Jair Bolsonaro nas eleições de 2018.

É nesse contexto que surge neste 1º de Maio, Dia do Trabalhador, Sergio Moro (União Brasil) rendendo “homenagens” aos trabalhadores.

– Rendo as minhas homenagens a todos os trabalhadores neste primeiro de maio. Faço uma referência especial aos policiais que arriscam as suas vidas para servir e proteger e com os quais trabalhei durante a minha carreira de juiz e Ministro da Justiça e Segurança Pública – disse o homem que ajudou destruir 4,4 milhões de empregos bons no País, segundo o Dieese.

A crise gerada a partir da finada Lava Jato, há 7 anos, com a política neoliberal, do Estado Mínimo, a contratação de novos policiais por meio de concurso público. Também impossibilita os reajustes para corrigir soldos e salários, além de dificultar o aparelhamento e modernização das forças de segurança. Mas isso tem como ser consertado revogando o atual governo, que foi alçado ao poder com a ajuda de Moro. Vide a crise na segurança pública do Paraná.

Moro ainda fez “homenagem especial” aos profissionais da área da saúde que foram tão demandados nos últimos dois anos pela pandemia do covid.

– De todo modo, a data é especial para todos os trabalhadores brasileiros que merecem ser celebrados – disse o ex-juiz da Lava Jato.

Apesar de Moro e Bolsonaro, e suas crenças neoliberais, o Sistema Único de Saúde (SUS) deu conta do recado. Nunca é demais lembrar que o fetiche desses dois moços congelou investimentos na saúde para os próximos 20 anos, por meio da Emenda Constitucional 95, que poderia ter sido revogado pelo governo. No entanto, eles foram fiéis às suas convicções de privatizar tudo.

Os números da Lava Jato, segundo o Dieese

► A Lava Jato custou 4,4 milhões de empregos e 3,6% do PIB;

► Deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões de impostos e R$ 20,3 bilhões em contribuições sobre a folha, além de ter reduzido a massa salarial do país em R$ 85,8 bilhões;

► Afetou os setores envolvidos diretamente (petróleo e gás e construção civil), mas também uma gama importante de outros segmentos (devido aos impactos indiretos e ao efeito renda);

► A operação teve impacto político e também no desenvolvimento de setores econômicos estratégicos para o país;

► Os trabalhadores defendem o combate à corrupção. Desvios de recursos públicos significam menor capacidade de atuação do Estado. O combate à corrupção, no entanto, deve preservar a estrutura produtiva e punir os culpados;•São necessários mecanismos eficientes de combate à corrupção, com a preservação dos empregos, como ocorre em outros países.

Esse estudo do Dieese comparou por meio de metodologia cientifica os resultados da economia real com estimativas de uma economia sem os impactos negativos da Lava Jato.

Lula participa do 1º de Maio em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou presença no 1º de Maio em São Paulo, às 10h, na Praça Charles Miller, Pacaembu. O Blog do Esmael vai transmitir o evento ao vivo para o Brasil e o mundo.

Na noite de sábado (30/04), durante encontro com o PSOL, Lula não se esquece de seu algoz, o ex-juiz Sergio Moro, que o manteve no cárcere por 580 dias.

Lula chamou de “safados” Moro e os procuradores da Lava Jato, que o impediram de concorrer à Presidência em 2018. Ele recordou que, na época, subiu 16 pontos mesmo estando preso ilegalmente.