Educadores entram em greve no Paraná alegando calote, desrespeito e humilhação

► Funcionários de escolas da rede pública alegam que sofreram calote de empresas contratadas pelo governo Ratinho Junior

Funcionários terceirizados de escolas estaduais das regiões de Curitiba, Maringá, Paranavaí e Ponta Grossa estão em greve e realizaram atos em frente aos Núcleos Regionais de Educação (NREs) desde quarta-feira (09/03). As mobilizações se alastram nesta quinta-feira (10/03) porque os educadores cobram o pagamento de salários e vale-alimentação da empresa Soluções, que recebe do governo Ratinho Junior (PSD) e não paga quem está trabalhando.

Em Curitiba, diretores de escolas informaram ao Blog do Esmael que as aulas foram interrompidas devido à greve dos educadores.

Sem funcionários para os serviços básicos nos estabelecimentos de ensino, os alunos são mandados de volta para casa.

A APP-Sindicato lembra que não é a primeira nem será a última revolta de trabalhadores motivada pelo completo desrespeito das terceirizadas contratadas por Ratinho Junior, que, segundo a entidade representante dos profissionais do magistério, custam mais caro, prestam um serviço inferior – devido à precarização da mão de obra – e têm prejudicado o funcionamento de escolas em todo o estado.

A APP-Sindicato não representando legalmente os funcionários das escolas, no entanto, a entidade afirma que a greve devido ao calote impacta na trabalho dos professores e pedagogos das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná.

Os funcionários de escolas são representados pelo Siemaco (Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação) e pela UGT (União Geral dos Trabalhadores).

O caos nas escolas paranaenses é perceptível nas filas de contratação de novos funcionários terceirizados.

Segundo informações obtidas nas escolas, terceirizados foram demitidos com salário de 1.680,00 para serem recontratados por outra emprega com salário de 1.199,00, ou seja, com redução de 30%.

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O tamanho do desrespeito pode ser medido, também, com a denúncia de que as empresas que demitem e recontratam têm o mesmo CNPJ.

Desrespeitados e humilhados, pelo governo do Paraná, não restou outra alternativa aos educadores entrarem em greve e paralisar as escolas da rede pública estadual.

Assista ao vídeo da paralisação em Maringá

Assista ao vídeo da fila da recontratação