“É a economia estúpido”: Bolsonaro acumula inflação de 11,73% em 12 meses, diz IPCA

► A inflação acumulada em 12 meses é a maior para maio desde 2003, quando ficou em 17,24%

A economia é o “Calcanhar de Aquiles” do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL), registrou recente pesquisa da Quaest.

A pauperização dos brasileiros está levando o ex-presidente Lula (PT) à vitória no primeiro turno, apontou ontem a sondagem.

Dito isso, o espectro da derrota ronda o Palácio do Planato.

A inflação para os últimos doze meses ficou em 11,73%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o índice oficial do país.

O órgão ligado ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que a inflação desacelerou para 0,47% em maio, após alta de 1,06% em abril, mas o resultado anual é muito desfavorável aos trabalhadores e à socioedade brasileira.

Embora os consumidores não percebam essa desaceleração nas prateleiras de supermercados ou nos postos de combustíveis, o IPCA jura que nos meses imediatamente anteriroes a alta acumulada na inflação em 12 meses era de 12,13%.

Neste ano de 2022, ainda de acordo com o IPCA, os preços ao consumidor subiram em média 4,78%.

Apesar de ter desacelerado em maio, já são 9 meses seguidos com a inflação anual rodando acima dos dois dígitos – reconhece o IBGE.

Entretanto, porém, entrementes, nesse ínterim, nesse meio-tempo, a inflação acumulada em 12 meses é a maior para maio desde 2003, quando ficou em 17,24%.

Portanto, a principal inimiga da reeleição de Bolsonaro é a inflação que come o poder de compra dos salários, aliás, que não tiveram nenhum aumento real durante o atual governo cessante [que Deus o tenha].

É a economia estúpido – diz o ex-senador Roberto Requião, pré-candidato do PT ao governo do Paraná, parafraseando James Carville, ex-estrategista de Bill Clinton.

Veja também  PEC do Calote: Aliel Machado (PSB) votou com Bolsonaro, a pedido de Ratinho Junior