Datafolha explica fiasco da Marcha para Jesus em Curitiba com participação de Bolsonaro

Há uma semana, o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) participou da Marcha para Jesus em Curitiba. Os líderes religiosos prometeram que seria um evento com 300 mil pessoas, no entanto, não reuniu 20 mil almas.

– Será que “Judas Iscariotes” foi abandonado? – questionou o ex-senador Roberto Requião, pré-candidato do PT ao governo do Paraná, referindo-se ao inquilino do Palácio do Planalto.

O fiasco da marcha na capital paranaense pode ser melhor explicada pela pesquisa Datafolha.

Segundo o levantamento pulicado na noite de quinta-feira (26/05), Bolsonaro teria 47% da predileção evangélica (contra 33% da média nacional), enquanto Lula contaria com 45% (versus 58% de intenção de votos).

A base das igrejas evangélicas é composta de povo, que sofre com a inflação, tem dificuldade para pagar contas de água e luz, passa fome, está desempregada, é atingida pelos preços abusivos dos combustíveis, enfim. Por isso “Judas Iscariotes”, ops!, Bolsonaro, está sendo abandonado pelo povo de Deus.

Jair Bolsonaro e Ratinho Junior em reunião com evangélicos
Com medo de vaia, Ratinho Junior não discursou na Marcha para Jesus

O governador cessante do Paraná, Ratinho Junior (PSD), não quis aparecer em público com o presidente na marcha evangélica. Preferiu agendas escondidas, mas ele é identificado como ‘aliado número um’ de Bolsonaro.

No evento evangélico, Bolsonaro preferiu a célebre bravata: “Só Deus me tira daquela cadeira” [de presidente da República].

Neste sábado (28/05), em Manaus, Jair Bolsonaro repetirá a dose participando da Marcha para Jesus em Manaus (AM).

Moral da história: ‘vox populi vox dei‘ [a voz do povo é a voz de Deus].

A pesquisa ouviu 2.556 pessoas entre os dias 25 e 26 de maio em 181 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

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A pesquisa Datafolha está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05166/2022.