Contra calote de Richa na hora-atividade, professores articulam greve por tempo indeterminado

Professores ameaçam não voltar à s aulas no início do ano letivo de 2013.
Diante do iminente calote do governo Beto Richa (PSDB) ao pagamento de 1/3 de hora-atividade, professores das 2,1 mil escolas da rede pública estadual do Paraná preparam-se para entrar em greve por tempo indeterminado no início do ano letivo de 2013. Eles ameaçam não retornar à s salas de aula depois do período de férias, que começa em 20 de dezembro próximo e se encerra 13 de fevereiro do ano que vem.

Embora a APP-Sindicato, a entidade que representa a categoria, não tenha se pronunciado oficialmente a favor ou contra a greve, diretores, professores, pedagogos, pais e alunos, vêm pressionando para que haja a paralisação. Nos próximos dias, em Curitiba, um coletivo será formado por educadores que querem a decretação da greve suspendendo o retorno à s aulas em fevereiro.

Durante a campanha de 2010, Richa havia prometido cumprir a Lei Nacional do Piso que prevê aos educadores o direito a 33% de hora-atividade prevista na Lei Nacional do Piso. Desde que assumiu o cargo, no entanto, a Secretaria de Estado da Educação (SEED), cuja titularidade da pasta está sob as mãos do vice-governador Flávio Arns (PSDB) e da superintendente Meroujy Cavet (a secretária de fato), vem enrolando a categoria. A promessa de pagamento da hora-atividade para o início de 2013, já teria informado a SEED, não será possível de ser cumprida.

O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou a lei constitucional em agosto de 2011, ao responder uma ação de cinco estados, inclusive do Paraná. O Ministério da Educação (MEC) prevê a destinação de um terço do tempo para o preparo das aulas, dedicação a cursos e reuniões pedagógicas, dentre outras atividades extraclasse.

A greve do magistério, se sair, terá bandeiras econômicas, como o pagamento da hora-atividade, e políticas, dentre as quais a saída dos atuais gestores da SEED, considerados incompetentes! pela comunidade escolar, contra a mudança na matriz curricular, etc.

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O blog apurou que o clima é de revolta dentro das escolas paranaenses. Uma verdadeira panela de pressão que está prestes a explodir!, observou um diretor de escola.

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