George Washington na CPMI do Golpe

Condenado pelo atentado ao Aeroporto de Brasília, George Washington admite presença em acampamento próximo ao QG

O condenado George Washington de Oliveira Sousa, sentenciado a 9 anos e 4 meses de prisão pelo planejamento de um atentado ao Aeroporto de Brasília em dezembro de 2022, prestou depoimento à CPMI do 8 de Janeiro, revelando poucas informações, mas admitindo ter frequentado o acampamento bolsonarista instalado nas proximidades do quartel-general do Exército. A sessão ocorreu nesta quinta-feira (22/6), onde o extremista preferiu permanecer calado na maioria das perguntas feitas pela relatora, senadora Eliziane Gama (PSD-MA).

O depoente compareceu ao Senado como investigado, acompanhado por sua advogada, Rannie Karlla. Utilizando-se do habeas corpus para permanecer em silêncio, George Washington se recusou a responder questões sobre o financiamento de sua ida a Brasília, sua estadia em um apartamento de luxo na capital, a suposta carta escrita para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a origem de seu arsenal composto por fuzis, espingardas e munição. No entanto, em relação ao acampamento bolsonarista, ele admitiu ter frequentado o local, alegando a presença de infiltrados e uma quantidade significativa de informações contraditórias.

Durante a CPMI, o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, Leonardo de Castro, também prestou depoimento e estabeleceu uma conexão entre o atentado a bomba e o ataque à Polícia Federal, destacando a participação de pessoas envolvidas em ambos os incidentes. As investigações apontam para a possibilidade de que esses episódios estejam interligados.

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Parlamentares governistas destacaram a correlação entre os acontecimentos do ano passado e os ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro, enquanto a oposição considera esses eventos como atos isolados. O depoimento de George Washington contrariou a narrativa do governo, negando qualquer relação entre esses episódios e o ataque aos Três Poderes.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) ressaltou a importância do depoimento, afirmando que ele é relevante e retira a narrativa de vinculação entre os ataques de 8 de janeiro e outros eventos ocorridos anteriormente. Segundo o preso George Washington, sua tentativa de ataque a bomba ao Aeroporto de Brasília, ocorrida na véspera do Natal passado, não tem relação com os atos de 8 de janeiro.

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Os ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro têm sido objeto de investigação pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). A base governista argumenta que esses ataques iniciais estão relacionados ao ato mais extremo ocorrido em janeiro, enquanto a oposição busca desvincular os atos e considerá-los isolados. O depoimento de George Washington, que foi condenado por armar uma bomba encontrada em um caminhão próximo ao Aeroporto de Brasília, reforçou a tese de que não há relação entre sua ação e os ataques aos Três Poderes.

A CPMI dos Atos Golpistas tem 180 dias para apresentar seu relatóro relatório final, qual seja, muita água vai rolar debaixo dessa “ponte” até fim deste ano. Portanto, continue ligado em tempo real no Blog do Esmael para não perder nenhuma informação de bastidor.

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