Como seria uma guerra entre Venezuela e Guiana na disputa pelo Essequibo?

A disputa territorial entre Venezuela e Guiana pelo Essequibo é um conflito histórico que remonta ao século XIX.

A região em disputa, que corresponde a cerca de 74% do território da Guiana, é rica em recursos naturais, incluindo petróleo e ouro.

No último domingo (3/12), a Venezuela realizou um referendo em que a maioria dos eleitores votou a favor da anexação do Essequibo.

De acordo com o governo venezuelano, 95% dos eleitores aprovaram a tese de anexação do Essequibo.

O resultado do referendo foi rejeitado pela Guiana, que o considerou ilegal, bem como o tribunal de justiça internacional.

Em meio à escalada de tensão entre os dois países, é natural que se pergunte como seria uma guerra entre Venezuela e Guiana.

Economia

A disputa pelo Essequibo tem suas raízes na independência da Guiana, em 1831.

Na época, a Guiana era uma colônia britânica, e a Venezuela reivindicava a soberania sobre o território.

Em 1899, um tribunal arbitral decidiu que a Guiana deveria ser independente, mas que a fronteira entre os dois países deveria ser definida por um acordo bilateral.

No entanto, os dois países nunca chegaram a um acordo, e a disputa continuou.

Em 2018, a Guiana processou a Venezuela no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).

O TIJ decidiu que tinha jurisdição para julgar o caso, mas ainda não emitiu um veredicto.

Se uma guerra entre Venezuela e Guiana ocorresse, é provável que fosse um conflito breve e destrutivo.

A Venezuela tem uma população maior (30 milhões de habitantes) e uma força militar mais poderosa do que a Guiana (800 mil habitantes).

Do ponto de vista bélico, a Venezuela tem 123 mil militares na ativa.

O contingente de Nicolás Maduro é 36 vezes maior do que da Guiana, cerca de 3.400 militares.

A Venezuela possui 2 aviões de combate, 173 tanques de combate, 81 tanques blindados, 515 atiradores de mísseis e 9 helicópteros de ataque.

Já a Guiana possui apenas 54 atiradores de mísseis, 2 helicópteros de ataque e 6 aviões de combate.

Esses dados são do relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de 2023.

No entanto, a Guiana tem o apoio dos Estados Unidos, que poderiam fornecer assistência militar, além do Reino Unido.

Um possível cenário seria uma invasão venezuelana do Essequibo.

A Venezuela poderia lançar uma ofensiva terrestre ou marítima, mas teria que enfrentar a resistência das forças armadas guianesas.

Outro cenário possível seria uma guerra aérea.

A Venezuela tem uma força aérea mais poderosa do que a Guiana, e poderia usar seus aviões para bombardear alvos militares e civis.

Uma guerra entre Venezuela e Guiana teria consequências graves para a região.

O conflito poderia levar a um aumento da instabilidade na América do Sul, e poderia também afetar o mercado global de petróleo.

Além disso, o conflito poderia causar um grande número de vítimas, tanto civis quanto militares.

A disputa pelo Essequibo é uma fonte de tensão contínua entre Venezuela e Guiana.

Se uma guerra ocorresse, seria um conflito de grandes proporções, com consequências imprevisíveis para os países da região e para o mundo.

Se a Guiana tem as simpatias dos Reino Unido e dos Estados Unidos, a Venezuela tem alianças estratégicas com a Rússia, Irã e China.

O Brasil faz fronteira com a Venezuela e a Guiana, por isso o alerta do Itamaraty e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que exigem uma saída pacífica para a disputa sobre o Essequibo.

2 Replies to “Como seria uma guerra entre Venezuela e Guiana na disputa pelo Essequibo?”

  1. Pergunto ao Presidente da Venezuela Maduro.
    Se o seu País sem as Guiana já tem a maior reserva de Petróleo do Mundo,porque não explora o seu Petróleo que já tem para tirar o país da miséria ??
    A Venezuela é rica em petróleo,mais que a Arábia Saudita.

  2. Olá, a disputa entre Venezuela e Guiana na verdade, é uma disputa entre a Venezuela é Exxon.
    Por quê? Porque a Exxon tem muita influência junto ao governo federal estadunidense e consegui na Guiana 75 % dos lucros na exploração do petróleo. Isso mesmo. A Guiana fica só com 25%.
    É agora ? Óbvio que nem a Venezuela, nem a Guiana querem guerra. Mas a disputa está intensa….

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