Como saber se a Globo entrou [ou não] na campanha de Bolsonaro

A velha mídia corporativa – pelo viés da tragégia na economia – é mais bolsonarista que a própria primeira-dama Michelle Bolsonaro

Milhares de leitores do Blog do Esmael indagam como seria possível a Globo e a velha mídia corporativa apoiar a reeleição do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL), se na programação diária – e publicações – esses vículos criticam o inquilino do Palácio do Planalto.

Primeiramente, os jornalões criticam o governo ‘pero, no mucho’ [mas, não muito].

A intenção da velha mídia é puxar a discussão da campanha presidencial para temas de ordem moral como aborto, racismo, armas de fogo, casamento gay, etc., para evitar a tragédia neoliberal na economia brasileira. Ela trata todas essas pautas ‘formalmente’ [proforma], quando deveriam ter uma resolução ‘material’ com garantias efetivas de direitos.

Não é à toa que a Globo gritou esta semana sobre a suposta redução do desemprego.

Oficialmente, segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 10,5% no trimestre encerrado em abril, para o menor nível desde 2016, mas a falta de trabalho ainda atinge 11,3 milhões de brasileiros.

Ocorre que Globo, Jornal Nacional, Folha, Estadão, et caterva, não informam que são 38,7 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, sem direito algum. Eles são os precarizados, que somados aos 11,3 milhões sem trabalho, somam 50 milhões de brasileiros sem perspectivas de ingresso ao mercado de mão de obra.

O “pibinho” de Bolsonaro também empolga a Globo.

Depois da supercompra de viagra e prótese peniana pelo governo, o IBGE informou que a economia do país cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano. “Graças ao impulso do setor de serviços”, diz o órgão de pesquisa.

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A emissora do Plin-Plin vê ‘recuperação supreendente’ e euforia de clientes de bares, restaurantes, salões de beleza e turistas com o pibinho de 1% de Bolsonaro.

Sem uma proposta efetiva para a economia, a velha mídia corporativa, a Globo, que torce pela reeleição de Bolsonaro, tenta como pode desviar a atenção do distinto público. Nos últimos dias, por exemplo, forjou uma suposta carraspana entre o presidente da República e o ministro da Economia, Paulo Guedes. No entanto, até as emas que habitam o Palácio da Alvorada sabem que bastaria ao mandatário demitir o “Posto Ipiranga”. [Afinal, ele tem a caneta.]

Antes, para enganar aos olhos dos brasileiros, Bolsonaro também demitiu membros da Petrobras e o ministro de Minas e Energias, no entanto, o que era essencial ele manteve como estava: a política de paridade de preço internacional na estatal, qual seja, os preços dos combustíveis continuarão subindo para agradar especuladores, bancos e acionistas da empresa petrolífera brasileira.

Em síntese, Globo e os demais veículos de imprensa que integram a velha mídia corporativa são mais bolsonaristas – pelo viés da tragégia na economia – que a própria primeira-dama Michelle Bolsonaro. Pode apostar porque quem viver, verá.

Portanto, a “recuperação da economia” nas vésperas das eleição não passa de mais uma fake news dos jornalões e do sistema financeiro que desejam manter o atual estado de coisas.