Como o TSE pretende "institucionalizar" a fake news nas eleições de 2022

Como o TSE pretende “institucionalizar” a fake news nas eleições de 2022

A partir de 1º de janeiro de 2022 o País entrará em ano eleitoral, quando leis especiais regerão o funcionamento da vida política nacional. Nessas eleições, serão escolhidos presidente da República, governadores, senadores e deputados [estaduais e federais]. É nesse ambiente que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende “institucionalizar” a fake news –as diabólicas notícias falsas.

Para compreender melhor o tema, o leitor precisa abstrair a questão partidária e responder com frieza: quem mais produz notícias falsas, as fake news, desde o início da República? [Se você respondeu ‘a velha mídia corporativa’ está apto a continuar a leitura desse post.]

Na sequência, responda outra vez: quem participou efetivamente de todos os golpes de Estado havidos na história deste País? [Se você respondeu novamente ‘a velha mídia corporativa’ merece parabéns.]

O TSE fez parceira com os barões da mídia [sic] para conter as fake news, as notícias falsas, logo não se pode esperar algo de bom daí. Seria como se agricultor colocasse a raposa cuidando do galinheiro.

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As empresas de aplicação de internet –Facebook, YouTube, Instagram, WhastsApp, Telegram, etc.– teriam como conter a disseminação das notícias falsas identificando a ‘repetição’ automatizada, com milhares de milhares de compartilhamentos, que não fosse atividade humana. O uso do bot é que precisa ser disciplinado, mais que o conteúdo.

O que é verdade e o que é mentira? Quem terá o monopólio da verdade nas eleições de 2022? Pontos de vistas diferentes serão etiquetados como mentirosos, fake news, enganação? O TSE promete cassar mandato de quem se valer de notícias falsas na disputa por cargo eletivo.

A verdade ou a mentira não são valores universais, como imagina o tribunal eleitoral. Por isso a questão das fake news tende a dar chabu nas eleições de 2022.

O Blog do Esmael utilizou no título deste post o verbo “institucionalizar” para se referir à oficialização, pelo TSE, das fake news da velha mídia. Ou seja, só terão respaldo as notícias falsas veiculadas pelos jornalões. É a ditadura da opinião única, portanto, um perigo para a pluralidade de ideias e os princípios constitucionais da liberdade de expressão [individual] e do acesso à informação [coletivo].

As notícias falsas da velha mídia, as fake news, contarão ainda com o inestimável  apoio das fact-checking –as agências de checagem de suposta veracidade [outra fraude a serviço do establishment].

A verdade absoluta, como pretende o TSE, é uma fraude absoluta. Um horror.

No vídeo, jornalista da Globo e ministro do TSE caem no samba; assista