Celular bomba: O que dizem as mensagens do ex-presidente da Petrobras que incriminam Bolsonaro

► No meu celular corporativo tinha mensagens e áudios que podem incriminá-lo, disse Castello Branco

► Fofoca do ex-presidente da Petrobras não elimina a criminosa política de paridade de preço na estatal

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição, anunciou que acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para apreender e periciar o “celular bomba” do ex-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que disse em uma rede social que o aparelho contém mensagens que podem incriminar o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL).

– Acabo de acionar o STF para que o celular do ex-presidente da Petrobras seja imediatamente apreendido e periciado, para que venha a público o teor de todos os eventuais crimes de Bolsonaro – disse nesta segunda-feira (27/06) o senador oposicionista.

Randolfe disse ainda que pediu uma intimação para que Castello Branco preste depoimento e esclareça o que conversou com Bolsonaro que pode incriminá-lo.

Os senadores Jean Paul Prates (PT-RN), Jaques Wagner (PT-BA) e Zenaide Maia (Pros-RN) solicitaram ao ministro de Minas e Energsia, Adolfo Sachsida, requerimento de informação sobre o celular de Castello Branco, com envio da cópia dos arquivos de mensagens dos aparelhos utilizados pelos presidentes da estatal desde 2019 e também dos arquivos de áudio do Conselho de Administração no mesmo período.

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Roberto Castello Branco, num grupo de conversas intitulado “Economistas do Brasil”, afirmou no fim de semana que

– Se eu quisesse atacar o Bolsonaro, não foi e não é por falta de oportunidade. Toda vez que ele produz uma crise, com perdas de bilhões de dólares para seus acionistas, sou insistentemente convidado pela mídia para dar minha opinião. Não aceito 90% deles (convites) e, quando falo, procuro evitar ataques – disse o ex-presidente da Petrobras, que então revelo que seu celular corporativo era mais potente que uma bomba atômica.

– No meu celular corporativo tinha mensagens e áudios que podem incriminá-lo. Fiz questão de devolver intacto para a Petrobras – disse Castello Branco.

Mais do que a fofoca que o ex-presidente da Petrobras faz contra Bolsonaro, talvez por despeito, o maior crime que o presidente comente é a manutenção da política de preço paritário da Petrobras.

É mais um “bafão” envolvendo Bolsonaro, como se diz nas colunas de fofoca. Esse episódio tem mais objetivo de desviar atenção de algo mais grave que acontece no reino da Bozolândia.

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