Boris Johnson na corda bamba por ter mentido na pandemia

► Se a mesma métrica do Reino Unido fosse aplicada no Brasil, coitado presidente cessante Jair Bolsonaro

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) costuma dizer em suas palestras que o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL) mente ao menos sete vezes ao dia. Ao final do mandato, o inquilino do Palácio do Planalto, terá mentido 2.555 vezes.

Dito isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, está na corda bamba por ter mentido durante o lockdwon na pandemia.

Parlamentares apresentaram um voto de desconfiança, que, se aprovado, pode mandar Johnson para casa antes do que ele imaginava.

O primeiro-ministro escreveu uma carta aos conservadores pedindo para ficar no cargo alegando que ele mostrou que pode ser “confiável para fornecer soluções ousadas e inovadoras para problemas difíceis e duradouros”.

Boris Johnson disse aceitar que algumas das críticas a ele sobre o Partygate [festinhas durante a pandemia] eram justas. Mas ele diz que respondeu a isso e afirma que o partido agora tem uma “chance de ouro” para colocar a questão para trás.

O caso Partygate é um escândalo político no Reino Unido sobre festas e outras reuniões de funcionários do governo e do Partido Conservador realizadas durante a pandemia de COVID-19 em 2020 e 2021. Confrontado, o primeiro-ministro negou os eventos e posteriormente ele foi desmentido.

Veja o que Boris Johnson escreveu aos parlamentares conservadores:

Sei que nos últimos meses fui muito criticado e sei que essa experiência foi dolorosa para todo o partido.

Algumas dessas críticas talvez tenham sido justas, outras nem tanto. Onde houve pontos válidos, eu escutei e aprendi e fiz mudanças significativas.

E é claro que continuarei ouvindo e aprendendo com os colegas sobre as melhorias que você deseja ver.

Mas não posso enfatizar muito que temos uma chance de ouro de deixar isso para trás agora.

Com o seu apoio, acredito que esta noite temos um grande prêmio ao nosso alcance. Podemos acabar com a obsessão favorita da mídia. Podemos continuar com o trabalho sem os ruídos.

E estou absolutamente confiante de que, se pudermos nos unir nos próximos dias, no devido tempo venceremos novamente, retribuiremos a confiança dos 14 milhões que votaram em nós e continuaremos a servir o país que amamos.

Por volta das 14 horas, horário de Brasília, o parlamento britânico se reúne para decidir sobre o futuro político de Boris Johnson. A tendência é que ele leve cartão vermelho.

Veja também  Manuela D'Ávila vira em Porto Alegre, aponta Ibope

Agora, realiza: se a mesma métrica do Reino Unido fosse aplicada no Brasil, coitado presidente cessante Jair Bolsonaro; ele já teria sido mandado embora há muito tempo.