Bolsonaro está sofrendo processo de "michelização" com o aumento da sua rejeição

Bolsonaro está sofrendo processo de “michelização” com o aumento da sua rejeição

Lembra de Michel Temer (MDB), que deixou o governo com 2% de aprovação em 31 de dezembro de 2018. Pois é sobre isso que falaremos nas próximas linhas.

Mesmo sendo o presidente mais odiado do mundo a ponto de ser chamado de “Fora Temer” até pela diplomacia internacional, Temer não caiu, provando que popularidade nada tem a ver com impeachment.

Dito isso, a velha mídia corporativa que “operou” Michel Temer faz o mesmo agora em relação Jair Bolsonaro. O atual mandatário está sofrendo uma “michelização” com o aumento da sua rejeição.

A estratégia da Globo e da Faria Lima é a seguinte: ampliar a rejeição de Bolsonaro, não derrubá-lo, e transferir a intenção de votos dele para um candidato de direita mais competitivo.

Sergio Moro incorpora o bolsonarismo sem Bolsonaro. A mulher do ex-juiz suspeito, “Conja Moro”, já vaticinara anteriormente: ‘vejo Moro e Bolsonaro uma coisa só’. Nada mais sincero. Nada mais profético e expressão da verdade.

Moro seria alçado da condição de ex-super-heirói para a de anti-Lula e anti-PT, papel que ele já exerceu na Lava Jato e na perseguição política contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O objetivo da burguesia nacional é fazer explodir a rejeição de Jair Bolsonaro pela pauta de costumes, sem tocar nos temas de economia, que são os fundamentais para a sociedade.

Em algumas pesquisas de intenção de voto, a rejeição de Jair Messias Bolsonaro já bateu em 70% –indicando a impossibilidade de reeleição no ano que vem.

Percebendo que entrou numa enrascada criada por ele mesmo, Bolsonaro agora luta contra o tempo e tenta um giro de 180 graus.

Sem saber exatamente o que é, a pauta econômica, o presidente insiste na tese de que precisa agradar mais ao mercado que o eleitor. Por isso ele pensa nos seguintes temas:

  • PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios;
  • novo marco do câmbio;
  • BR do Mar;
  • privatização dos Correios; e
  • mudanças no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de combustíveis.

A tendência que esses espinhosos temas aumentem ainda mais a rejeição de Bolsonaro e o transforme no novo “Michel Termer” das eleições de 2022. Ou seja, sua influência poderá ser próxima a zero.

Bolsonaro herdou a patifaria neoliberal de Temer e Moro, com o suporte e torcida da velha mídia, sonha herdar a canalhice neoliberal de Bolsonaro.

Em Brasília, a anedota é que Temer diz ser o Bolsonaro amanhã. Faz sentido.