Bolsonaro deu um nó tático na CPI da Covid

  • A comissão de inquérito corre risco de morte prematura

Apesar de minoritária, a bancada governista conseguiu dar um nó tático na CPI da Covid em favor do presidente Jair Bolsonaro.

Aos poucos, os correligionários do presidente da República vão conseguindo desmoralizar ou inviabilizar a comissão de inquérito.

No princípio, foram os ataques ao relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que se intimidou com as ofensas disparadas pelo colega Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e o seu genitor.

Na sequência, as mentiras contadas pelos depoentes –que nem ficam vermelhos diante dos senadores inquiridores– também corroboraram com o enfraquecimento do colegiado.

Os habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal têm garantido a imunidade para que os convocados tirem sarro da CPI.

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Por derradeiro, a convocação de nove governadores. Os mandatários estaduais se insurgiram porque, segundo eles, convocar chefes de executivos estaduais infringe a Constituição Federal.

Enfim, Jair Bolsonaro está dando um nó tático na CPI da Covid.

A comissão de inquérito corre risco de morte prematura.

Regimentalmente, a CPI da Covid tem 90 dias para apresentar seu relatório final.

Enquanto isso, o Brasil perdeu 454.429 vidas e tem 16.274.695 casos de infecções acumulados na pandemia. A vacinação ainda patina, o desemprego aumenta, a fome e a miséria elimina os brasileiros.