Biden considera reunião com Putin, diz Casa Branca, após redução de bombardeios russos à Ucrânia

Uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega norte-americano, Joe Biden, só é possível após uma redução significativa de bombardeios na Ucrânia, disse a diretora de comunicações da Casa Branca, Kate Bedingfield, a repórteres nesta terça-feira (29/03).

– Ele disse ontem que estaria disposto a se encontrar com o presidente Putin novamente ou conversar com ele – disse ela.

– Não vou estabelecer pré-condições para uma conversa entre o presidente Biden e o presidente Putin, exceto para dizer que fomos muito claros e o presidente Biden deixou muito claro que é preciso haver uma desescalada tangível da Rússia e um claro, compromisso genuíno com a diplomacia – completou Kate Bedingfield.

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Na segunda-feira (28/03), Biden disse que uma nova reunião pessoal com Putin era possível, acrescentando que as perspectivas para tais conversas dependeriam de sua agenda.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse em 24 de fevereiro em um discurso televisionado no início da manhã que havia lançado uma operação militar especial na Ucrânia em resposta a um pedido de ajuda dos líderes das repúblicas de Donbass.

O mandatário russo ressaltou que Moscou não tinha intenção de ocupar territórios ucranianos, o único objetivo da operação, ressaltou o líder, é a desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.

Os países ocidentais responderam às ações das autoridades russas aplicando sanções contra pessoas físicas e jurídicas.

Em 3 de março, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, chamou as sanções de “uma espécie de imposto sobre a independência”. Ele expressou confiança de que a situação em torno da Ucrânia será resolvida e “uma solução será encontrada”.

De olho na sua popularidade interna e o impacto disso na sua reeleição, Biden arrefeceu o discurso acerca de Putin após analisar pesquisas de intenção de votos em que ele perde do ex-presidente Donald Trump, que venceria a eleição presidencial americana por 47% a 41%, se a disputa fosse hoje. No entanto, o confronto dar-se-á em novembro de 2024.

No sábado (26/03), em Varsóvia, Biden havia dito que Putin não poderia ficar no poder – mas voltou atrás horas depois.

Por sua vez, Putin está prestes a arrancar da Ucrânia o que se propôs desde o início da operação especial: 1- desmilitarizar; 2- desnazificar; 3- não associação à organização militar internacional [OTAN]; 4- neutralidade; e 5- não proliferação de armas nucleares e armas de destruição em massa.