Beto Richa promete subsidiar tarifa do ônibus no interior do Paraná

A promessa do governador Beto Richa (PSDB), feita no último final de semana (veja aqui o vídeo), de estender o subsídio da tarifa de ônibus a cidades do interior, foi aplaudida por vários prefeitos eleitos e reeleitos.

“Nós estamos confirmando o subsídio no transporte coletivo de Curitiba no valor de cerca de R$ 24 milhões. E até maio teremos novas medidas para auxiliar, não apenas o transporte de Curitiba, mas das principais cidades do estado do Paraná”, prometeu o governador tucano.

O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), por exemplo, se animou com a promessa de Richa. O londrinense disse que pretende manter a tarifa congelada em R$ 2,20 com a ajuda do governador.

O vídeo gravado por Richa — publicado originalmente no “Canal da Joice” — explica o convênio com a prefeitura de Curitiba.

“Este convênio, esse subsídio dado ao atual prefeito de Curitiba [Gustavo Fruet] é nos mesmos parâmetros da administração anterior da cidade”, explicou o governador.

O prefeito da capital, Gustavo Fruet (PDT), gostou da manutenção do convênio até maio, mas espera que o governo do estado o prorrogue “ad eternum” visando garantir aos curitibanos a tarifa do ônibus congelada em R$ 2,60.

Em Apucarana, o prefeito eleito Beto Preto (PT) também elogiou a iniciativa do governador. Segundo ele, se Richa repassar o subsídio prometido, a tarifa do ônibus poderá ser reduzida no município.

Edgar Bueno (PDT), prefeito reeleito de Cascavel, aliado político do governador Beto Richa na região, até pensa em revogar o aumento de 8,33% que autorizou na tarifa do ônibus no final de 2012 – logo depois das eleições. Para fazer esse agrado aos cascavelenses, no entanto, o pedetista precisa confirmar o subsídio prometido pelo tucano.

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O ex-prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald (PDT), crítico contumaz de Richa, afirmou que, como é devoto de São Tomé, “só acredito vendo”. O iguaçuense disse em várias oportunidades que o governador gosta de prometer e não cumprir nada. Ele cita como exemplo o caso do transporte escolar, cuja responsabilidade é do Estado, mas os custos são arcados basicamente pelos municípios.

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