Aumento abusivo do ônibus em Curitiba reedita revolta de 2013

A velha mídia curitibana, mancomunada até a medula com o status quo e a burguesia local, mente descaradamente que as manifestações da noite desta segunda-feira (6) foram marcadas pelo vandalismo.

A verdade é que prevaleceu a luta da sociedade contra o aumento abusivo na tarifa do ônibus, cinquenta e cinco centavos, reeditando as célebres jornadas de junho de 2013 na capital paranaense.

Na falta de respostas para uma demanda real do povo, o que fez o poder público? Mandou a polícia descer o sarrafo nos revoltosos. Houve tiros com balas de borracha, cassetetes, gás lacrimogêneo, viaturas, enfim, muita violência para dispersar o justo movimento contra o aumento abusivo.

A PM prendeu alguns jovens e feriu outros tantos que deverão fazer exames de corpo de delito para acionar o governador Beto Richa (PMDB), que é o comandante da tropa, pelos danos sofridos.

O prefeito Rafael Greca (PMN) errou a mão ao enfiar 15% de aumento goela-baixo dos usuários do transporte coletivo, pois, durante a campanha eleitoral, ele dizia que garantiria uma tarifa “justa” para todos. Nenhuma categoria profissional teve esse índice de reajuste. A inflação do período ficou em 6,5%.

Em Curitiba, o preço da passagem saltou ontem de R$ 3,70 para R$ 4,25. Seguramente, é a maior tarifa de ônibus entre as capitais do país.

Pior de tudo isso é que há uma semana o prefeito sentou-se com o governador Beto Richa para anunciarem, uníssonos, a reintegração do transporte coletivo na região metropolitana e o tucano bateu bumbo para a volta do “subsídio” visando baixar o valor das tarifas.

Por muito menos, 20 centavos, o Brasil se levantou contra os prefeitos em 2013. Pelo jeito, o movimento de outrora não serviu de lição.

O diabo é que todo mundo sabe como começa esse tipo de movimento plural, horizontal, mas não sabe exatamente como e quando termina…

Seria de bom alvitre que o prefeito Rafael Greca voltasse atrás e baixasse a tarifa. Aliás, dizem os especialistas que há superfaturamento nos itens que a compõem.

Veja em vídeo como foi a repressão:

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