As ruas estão mudando a correlação no Congresso

O sistemático ataque do ilegítimo Michel Temer a direitos está levando a sociedade às ruas.

O aparelho ideológico já não dá mais conta de segurar a revolta contra o golpe de Estado. Ele [o golpe] não resiste ao povo nas ruas.

As últimas manifestações, a de 15 de março, pelo lado dos trabalhadores, e de 26 de março, pelo lado dos golpistas, deixaram claro que há uma reviravolta em curso no país.

Prova dessa mudança de correlação de forças na sociedade e, consequentemente com reflexos na política real, foram as recentes votações no Congresso Nacional.

A votação da lei das terceirizações, a fórceps, mostrou na semana passada que o governo ilegítimo tinha perdido cerca de 80 parlamentares na Câmara.

Nesta quarta-feira (29), veio a confirmação: Temer perdeu importante votação que instituía cobrança de mensalidade nas universidades públicas.

A crise política tende a agravar-se nos próximos dias.

O mar de lama no qual chafurdam os golpistas/governistas, como atesta a Lava Jato, poderá redundar na cassação de Michel Temer.

Para corroborar com a queda do presidente que deu o golpe em Dilma Rousseff “haver-se-á” novas manifestações: nesta sexta-feira, 31 de março; e uma greve geral da classe laboral, no dia 28 de abril.

(O protesto previsto para 3 de maio, em Curitiba, em apoio a Lula, merece uma avaliação à parte, embora ele faça parte do todo).

Os banqueiros e a velha mídia, aproveitando a fraqueza de Temer, o chantageiam para que aprove a ‘qualquer custo’ medidas como essa que onera a folha de pagamento dos empresários e cobra impostos das cooperativas.

Do outro lado, contra os trabalhadores, mídia e banqueiros impõem a ordem para que retire a previdência social (fim da aposentadoria) e direitos trabalhistas que precarizam a mão de obra a níveis da escravidão que se findou (?) em 1888.

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Michel Temer vai se isolando dos empresários que verdadeiramente produzem, dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, enfim, da sociedade.

Portanto, caro leitor, que não seja por falta de tchau. “Tchau, querido!”

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