Após escândalo sexual na Caixa outro escândalo: ex-sócia de Guedes vai presidir o banco público

► A indicação de Daniella Marques Consentino exacerba o patrimonialismo característico do bolsonarismo

O ministro dos bancos, Paulo Guedes, aproveitou a queda de Pedro Guimarães para indicar sua ex-sócia na presidência da Caixa.

Daniella Marques Consentino, 42 anos, foi escolhida para substituir o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, que caiu após escândalo sexual.

Ainda ligada a Guedes, o “sinistro” da Economia, a nova presidente da Caixa era a secretária especial de Produtividade e Competitividade no banco.

Daniella tem canal direto com Paulo Guedes e o presidente cessante Jair Bolsonaro (PL).

A indicação da moça é mais um escândalo porque confunde o banco público com coisa particular, qual seja, exacerba o patrimonialismo característico do bolsonarismo.

O lucro líquido da Caixa foi de R$ 17,3 bilhões em 2021, 31,1% maior se comparado ao ano de 2020. O banco tem 86 mil empregados em todo o país.

Quem é Daniella Marques Consentino

A nova presidente da Caixa é formada em administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e possui um MBA – modalidade de pós-graduação – em finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec).

De acordo com o Ministério da Economia, ela atuou por 20 anos no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos.

Daniella Marques Consentino também foi sócia-fundadora e diretora de fundos de investimento em parceira com Paulo Guedes.

Em 25 de maio, participou, junto com o presidente Jair Bolsonaro de um evento sobre a manutenção de recursos para micro e pequenas empresas no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

A Caixa em números

► A Carteira de Crédito Ampliada da Caixa teve alta de 10,2% em relação a 2020, totalizando R$ 867,6 bilhões.
► As operações com pessoas físicas cresceram 18,9% em relação a 2020, totalizando R$ 107,6 bilhões.
► No segmento de pessoas jurídicas, o crescimento foi de 10,2%, totalizando R$ 79,4 bilhões.
► Com saldo de R$ 557,6 bilhões e participação de 64,3% na composição do crédito total, o crédito imobiliário cresceu 9,2%, em 2020.
► As operações de saneamento e infraestrutura cresceram 1,2% em doze meses, totalizando R$ 91,6 bilhões.
► O crédito rural cresceu 113,6%, totalizando R$ 16,5 bilhões em 2020.
► A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias foi de 1,95%, com incremento de 0,22 ponto percentual na comparação com o ano anterior.
► As provisões para perdas associadas ao risco de crédito tiveram um decréscimo de 0,71% no período, totalizando R$ 11,1 bilhões.
► As receitas de prestação de serviços e com tarifas bancárias aumentaram 1,69% em doze meses, totalizando R$ 23,9 bilhões.
► As despesas de pessoal, considerando-se a PLR, cresceram 2,7% em doze meses, totalizando R$ 25,1 bilhões.

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