Após Datafolha, Ratinho Junior ataca Bolsonaro: lei federal sobre ICMS vai causar rombo bilionário nas contas do Paraná

A pesquisa Datafolha vem promovendo fenômenos incríveis no Paraná e no Brasil. Um deles foi a suposta separação de políticos, tal qual o joio do trigo, a exemplo do governador Ratinho Junior (PSD) e do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma semana depois de jurar “fidelidade canina” ao presidente Jair Messias Bolsonaro, a promessa de Ratinho Junior não resistiu a uma única rodada de pesquisa do Datafolha.

A Agência Estadual de Notícias, órgão oficial de informação do Governo do Paraná, abriu fogo contra a aprovação de lei federal sobre ICMS, que segundo o governo Ratinho Junior, vai causar rombo bilionário nas contas do Paraná.

A estimativa da Secretaria de Estado da Fazenda é de uma perda de receita de R$ 6,33 bilhões, sendo R$ 2,04 bilhões em combustível, R$ 2,07 bilhões em energia elétrica, R$ 610 milhões em telecomunicações e R$ 1,39 bilhão com a retirada do ICMS sobre as tarifas de uso de transmissão e de distribuição de energia elétrica.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25/05) um projeto que limita a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS, um tributo estadual) sobre combustíveis, energia, gás natural, comunicações e transportes coletivos. A proposta agora vai para o Senado.

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O texto articulado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), consiste na proibição de estados cobrarem taxa superior à alíquota geral de ICMS, que varia entre 17% e 18%.

Lira, considerado bate-pau de Bolsonaro no Congresso, disse que a lei federal visa reduzir o preço da energia elétrica e dos combustíveis durante esse ano eleitoral.

A crítica do governo Ratinho Junior, à redução do ICMS, “coincidiu” com a pesquisa Datafolha que dá vitória a Lula (PT) no primeiro turno e mostra Bolsonaro sendo derrotado.

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Segundo a pesquisa Datafolha, o ex-presidente Lula vence com 58% dos votos válidos ante 33% de Bolsonaro. O levantamento foi divulgado na noite de quinta-feira (26/05).

Também chamou a atenção um empate técnico entre Lula e Bolsonaro entre os evangélicos, apesar do investimento maciço de Bolsonaro nesse segmento religioso. Talvez isso tema motivado, na semana passada, a recusa de Ratinho Junior de subir no palanque ao lado do inquilino do Palácio do Planalto durante a Marcha para Jesus em Curitiba – um fiasco de público.

Os bolsonaristas, que não são bobos, sentiram cheiro de enxofre no ar enquanto o senador Alvaro Dias (PODE) voltou a esfregar as mãos. Nessa barafunda, a desgraça de Bolsonaro pode ser a alegria de Alvaro, que é vetado pelo presidente na chapa de Ratinho Junior.