Apesar de negativa de Moro, há um apoio “tácito” de lavajatistas para Lula

Em Curitiba, domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro (União), não é difícil de encontrar apoiadores do lavajatismo.

Pragmáticos, seguidores de Moro dizem abertamente na capital paranaense que irão votar em Lula pela primeira vez – mas omitem a razão desse apoio ao petista.

Os lavajatistas creem que Sergio Moro não teria relevância alguma numa eventual reeleição do presidente cessante Jair Bolsonaro (PL), enquanto eles imaginam um protagonismo maior do ex-juiz contra um eventual governo Lula.

O ex-juiz da Lava Jato é candidato do União Brasil ao Senado pelo Paraná.

Eles [lavajatistas] enxergam Moro presidente em 2026, já que Lula disse que não concorrá à reeleição daqui a quatro anos.

Dia desses, o titular deste Blog do Esmael viu-se diante de um conhecido lavajatista – que não engole Bolsonaro nem com farinha de milho – declarou que votará em Lula pela primeira vez.

A princípio achei que fosse um arrependimento tardio, uma evolução, já que ele votara em Bolsonaro em 2018.

No entanto, depois de alguns minutos de prosa, notei que há uma “tácita” movimentação de manada.

Sergio Moro não passa recibo nesse apoio implícito a Lula.

No Twitter, o ex-juiz da Lava Jato cravou neste sábado (30/07):

– PT e Lula de volta jamais. Eu desmontei a corrupção dos Governos do PT e executei a prisão do Lula. O resto é mentira da turma das fake news e das vivandeiras da corrupção – jurou ele.

Então tá.

Depois não diga que não avisei.

O papo de que Sergio Moro apoiaria o petista ganhou força nas últimas horas devido à desistência de Luciano Bivar, presidente do União Brasil, que concorreria ao Palácio do Planalto, e início de flerte com o ex-presidente Lula.

Fumus boni juris” [onde há fumaça, há fogo] – diz uma expressão latina, muito usada no meio jurídico.

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