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Apagão hídrico de Ratinho Junior causa revolta no Paraná; falta d’água esmaga 2 milhões de pessoas no estado

Curitiba tem 17 bacias hidrográficas, mas há mais de dois anos sofre um apagão hídrico sem precedentes na história: as torneiras ficam vazias por mais de 36 horas. E não é por falta de chuva. São Pedro não tem nada a ver com isso, como declinarei abaixo.

Até a governista RPCTV, afiliada da Globo no Paraná, não teve como amaciar essa para o governador Ratinho Junior (PSD), que, segundo os revoltados moradores da capital e da região metropolitana, faz um “governo do apagão” nas torneiras.

O sistema de rodízio no abastecimento de água é um sofisma para denominar o apagão hídrico no governo Ratinho.

Mais de 2 milhões de pessoas estão sofrendo com o apagão hídrico de Ratinho Junior, que antecede o apagão energético de Bolsonaro que vem aí em outubro.

Os problemas na falta d’água cresceram com a posse de Ratinho e do presidente Jair Bolsonaro, aliados políticos, que rezam pela cartilha do “desinvestimento” público em setores essenciais. É daí que decorrem os problemas das crises hídricas e energéticas. É aí a gênese dos apagões no País.

O “desinvestimento” de Ratinho sucateou empresas e serviços públicos com o intuito de justificar a privatização de empresas como Copel e na Sanepar, por exemplo. O mesmo esquema de Bolsonaro em relação a Eletrobras e os Correios, dentre outras companhias estatais.

O comprador dessas estatais deixa de realizar obras para maximizar lucros de sócios privados, que, possivelmente, nem morem no Brasil. Os paranaenses já conhecem bem essa picaretagem nos pedágios, há 24 anos, que descumpriu contratos e reajustou tarifas. Hoje, as rodovias paranaenses têm o pedágio mais caro do mundo e eles ainda planejam mais 15 praças de cobranças por mais 30 anos.

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