Anulação do impeachment é como comprar terreno na Lua

É mais que equivocada a ideia de que é possível anular o impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff. A tese mais parece uma tentativa de venda de terreno na Lua. Há quem compre.

A impossibilidade de anulação do golpe se calca no fato de o golpe ter sido uma obra parlamentar-jurídico-midiático. Ou seja, o Supremo Tribunal Federal esteve envolvido na conspiração que derrubou a presidente legitimamente eleita.

A iniciativa do movimento pela anulação do impeachment é uma “boa intenção” daquelas que têm aos montes no inferno, mas que nada resolve. Além de comprar terreno na Lua, é como acreditar em coelhinho da Páscoa e papai Noel.

Dito isto, a frente parlamentar oposicionista — na Câmara e no Senado — flerta com a possibilidade de apoiar um “golpista” para as respectivas mesas das Casas.

Ora, os deputados e senadores da oposição deveriam mandar às favas a hipócrita “cordialidade parlamentar” e exigir da tribuna a prisão dos golpistas. Deveriam se mirar no exemplo dos constituintes comunistas de 1946 que sequer olhavam na cara dos fascistas; cumprimentar jamais!

O sectarismo talvez seja importante para resgatar a mística da militância parlamentar de esquerda no país.

Acreditar também na conciliação parlamentar como alternativa ao golpe é outra besteira de proporção hercúlea.

Portanto, a saída seria pedir cadeia para os golpistas e eleições diretas já! O resto é apenas um sonho de verão.

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