Alvaro Dias busca uma saída para o xeque mate político

Primeiro, um esclarecimento fundamental. Não existe morte definitiva no cinema e na política.

O senador Alvaro Dias (PODE) levou um xeque mate depois que o governador cessante Ratinho Jr. (PSD) escolheu o deputado bolsonarista Paulo Martins (PL) como candidato ao Senado.

Alvaro esperava ser ungido candidato na chapa Ratinho-Bolsonaro.

Bateu na trave.

Ratinho Júnior montou um cenário em que cinco candidatos ao Senado o apoiam no projeto de reeleição enquanto ele [governador] apoia apenas um oficialmente.

Além de Alvaro e Paulo Martins, [ainda] estão sob o guarda-chuva do mandatário estadual o ex-juiz Sergio Moro, o ex-chefe da Casa Civil Guto Silva (PP) e o ex-governador Orlando Pessuti (MDB).

A convenção nacional do Podemos, no domingo (31/07), ofereceu uma saída “honrosa” para Alvaro Dias: disputar a Presidência da República.

Na eleição de 2018, Alvaro ficou na 9ª posição quando obteve 859.601 votos válidos (0,8%).

É pouco provável que o senador encerre sua carreira política “por cima”, como sugerem alguns conselheiros.

Lutador, Alvaro Dias abriu “picadas” no próprio Paraná.

O parlamentar tem canal direto com a oposição a Ratinho Junior, onde ainda pode agasalhar-se como candidato ao Senado.

Também está sendo avaliado a possibilidade de Alvaro concorrer ao Palácio Iguaçu, o que teria o condão de provocar o segundo turno.

Hoje, num cenário polarizado, a eleição ao governo do Paraná seria resolvida no primeiro turno entre Ratinho Junior e Roberto Requião (FBE).

É nesse tabuleiro que Alvaro Dias pretende manter-se vivinho da Silva.

No cinema, a personagem morre no filme e volta viva encarnando nova personagem em outro filme.

A política também tem dessa: se imagina o agente morto numa eleição, mas ele ressurge na próxima.

Dito isso, Alvaro Dias tem até sexta-feira, dia 5 de agosto, para ressurgir como o Fênix da mitologia grega.

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