ALEP recebe hoje às 17h movimento contrário à venda da Copel; veja como participar

ALEP recebe hoje às 17h movimento contrário à venda da Copel; veja como participar

O plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) será palco nesta segunda-feira (17/4), às 17 horas, de uma Audiência Pública dos movimentos contrários à privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O evento é aberto à participação de todos os cidadãos paranaenses.

O evento de logo mais ocorre em meio à tentativa do governo Ratinho Junior (PSD) de vender a energética na bacia das almas, a preço de banana, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o avanço da liquidação com um pedido de vista do ministro André Mendonça acerca da homologação do acordo entre a Copel e o Itaú Unibanco.

Além disso, na semana passada, as direções estadual e nacional do PT protocolaram uma petição no STF questionando o relatório do ex-ministro Ricardo Lewandowski que reconheceu a validade do acordo entre a estatal de energia e o Itaú, bem como pedindo o fim de sigilos nesse processo de venda das ações.

Economia

Serviço:

  • Audiência Pública Contra a Venda da Copel
  • Data: segunda-feira, 17 de abril de 2023.
  • Local: Plenário da ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná), na Praça Nossa Senhora Salete, S/Nº, Centro Cívico, Curitiba/PR
  • Horário: 17 horas
  • Como participar: é só chegar e participar, a entrada é livre e bem-vinda.

A homologação do acordo de R$ 1,7 bilhão abriria uma avenida para a privatização da Copel, diz o mercado especulativo. O acordo mencionado se refere à venda de ações da estatal de energia paranaense pela holding Copel Geração e Transmissão S.A. (CGT). O valor da transação envolve a venda de cerca de 34% das ações da Copel detidas pela CGT.

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Com essa transação, a detentora de cerca de 57% das ações da Copel poder-se-á tornar na maior acionista individual da companhia. Isso pode abrir caminho para a privatização da Copel, haja vista a decisão do governo do Paraná pela privatização da empresa em breve.

Em decisão sícrona com o Supremo, os ministérios de Minas e Energia (Alexandre Silveira) e da Fazenda (Fernando Haddad) anunciaram o estabelecimento do bônus de outorga de R$ 3,71 bilhões para a renovação da concessão de três usinas hidrelétricas da Copel está sendo considerado por analistas políticos, especialistas no setor elétrico, mercado financeiro e fontes do alto escalão da companhia como um aceno de que o governo federal não se intrometerá na privatização da elétrica paranaense.

Por isso, a Auidência Pública desta segunda-feirá é fundamental para pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela proibição das privatizações típicas de governos neoliberais. Lula criticou diversas vezes a desestatização da Eletrobras, colocada pelo governo do Paraná como modelo para venda do controle da Copel.

O governo do Paraná pretende diluir na operação para 10% do capital ordinário (hoje são 69,7%) e para 15% do capital total, ante a participação atual de 31,1%. Além disso, diz o Palácio Iguaçu, terá uma ação de classe especial, “golden share”, com poder de veto, que supostamente visaria garantir os investimentos da Copel Distribuição, principal braço da companhia.

PS: o nome da gestora de fundos canadense Brookfield Asset Management foi removido da matéria porque, em contato, ela afirmou que “a Asset não tem qualquer participação na Copel ou negociação da mesma” – embora fonte do Blog do Esmael havia dito sobre o interesse e a capacidade da gestora na compra da estatal de energia paranaense.

Assista o vídeo convocando a Audiência Pública contra a venda da Copel:

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