Segundo Haddad, o partido de Ciro Gomes assinou um cheque de R$ 90 bilhões para viabilizar a reeleição de Bolsonaro.

Haddad: PDT deu cheque de R$ 90 bilhões para a reeleição de Bolsonaro

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), indignado, disse que o PDT deu um cheque de R$ 90 bilhões para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro ao votar favoravelmente à PEC do Calote.

“Em 2018, 3 dos 4 candidatos do PDT a governador que foram para o 2° turno declararam voto no Bolsonaro”, recordou o petista, que vai disputar o governo de São Paulo no ano que vem.

Segundo Haddad, o partido de Ciro Gomes assinou um cheque de R$ 90 bilhões para viabilizar a reeleição de Bolsonaro.

“Não sei se tem conserto. Estrago monumental!”, criticou Fernando Haddad.

Na madrugada desta quinta (04/11), a Câmara dos Deputados aprovou por 312 votos a 144 a PEC 23/21, também chamada de PEC dos Precatórios, com votos de parlamentares do PDT e PSB.

Precatórios são dívidas do governo com sentença judicial definitiva, podendo ser em relação a questões tributárias, salariais ou qualquer outra causa em que o poder público seja o derrotado.

“Este momento é histórico. Esta proposta é a PEC do Calote, porque, primeiro, o governo acabou com uma política estruturante chamada Bolsa Família de 18 anos. Ele está anunciando — e não há nada escrito na PEC — algo chamado Auxílio Brasil pelo tempo de 1 ano. Portanto, algo altamente eleitoreiro, apenas por 1 ano”, denunciou o deputado Enio Verri (PT-PR), integrante da Comissão especial que analisou o tema.

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) que orientou a votação da matéria em nome da Bancada do PT, em diversos momentos, lembrou que o Brasil tinha o Bolsa Família há 18 anos, que o governo Bolsonaro destruiu. Ele lembrou também, que a Oposição defendeu e votou o auxílio emergencial de R$ 600, “e nunca se precisou dar calote em precatório”.

“De repente, inventaram essa tese para dar um calote de R$ 100 bilhões nos precatórios, dizendo que esse seria o dinheiro para se garantir o auxílio emergencial dos pobres. Isso é uma grande mentira, isso é uma manipulação. Por que o dinheiro dos mais pobres sempre é o último da fila? Por que, para se garantir o auxílio emergencial, tem que se dar calote em precatório? Isso é inaceitável”, protestou Fontana.

Também à frente da condução das votações em plenário, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) corroborou as argumentações utilizadas pelos seus pares de bancada. “Importa este plenário saber, e sobretudo o Brasil, que o tal Auxílio Brasil não está na PEC que nós estamos aqui apreciando. Não há nada a respeito, nenhuma linha. A proposta não é para dar apoio aos mais pobres, aliás, jogados na pobreza por este governo”, rechaçou Rosário.

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