ENEM 2021 corre riscos com demissão coletiva de 31 servidores do INEP

Demissão coletiva no INEP pode comprometer provas do ENEM 2021

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) entrou em polvorosa com a exoneração em massa de 31 servidores a menos de duas semanas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles se demitiram alegando “fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima” do órgão e também mencionam episódios de assédio moral.

O INEP é vinculado ao Ministério da Educação (MEC) cujo titular é o ministro Milton Ribeiro.

Apesar do aumento no número de inscritos, o Enem 2021 é a edição com a menor quantidade de inscrições confirmadas desde 2005. Ao todo, o Enem 2021 registrou 3.389.907 inscrições, sendo 3.321.016 para as provas impressas e 68.891 para as provas digitais.

Ou seja, o impacto político dessa medida extrema –demissão de 31 servidores– pode comprometer a realização das provas do ENEM 2021.

O ministro da Educação se manifestou sobre a crise no INEP, que já mudou quatro vezes de comando no governo de Jair Bolsonaro.

Confira a nota do MEC:

Nota de esclarecimento – Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

O Ministério da Educação informa que o cronograma de execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 está mantido e não será afetado pelos pedidos de exoneração de servidores do Inep.

As provas do exame já se encontram com a empresa aplicadora e o Inep está monitorando a situação para garantir a normalidade de sua execução.

Cabe esclarecer que os servidores colocaram à disposição os cargos em comissão ou funções comissionadas das quais são titulares, mas que continuam à disposição para exercer as atribuições dos cargos até o momento da publicação do ato no Diário Oficial da União (DOU).