Bolsonaro "ganhou" o cheque de R$ 9 bilhões, mas não levou segundo PSB e PDT

Bolsonaro “ganhou” o cheque de R$ 90 bilhões, mas não levou segundo PSB e PDT

O PSB e PDT lutam para reverter na votação de segundo turno, ainda não definida, após a PEC do Calote ser aprovada na calada desta madrugada em 1º turno na Câmara. O texto-base limita o valor de despesas anuais com precatórios.

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que a PEC 23/21 aprovada com a ajuda de deputados progressistas significa dar um cheque de R$ 90 bilhões para o presidente Jair Bolsonaro brincar de reeleição.

O PDT disse que tenta anular a votação ocorrida na madrugada desta quinta (04/11) questionando no STF a participação remota de parlamentares que se encontravam no exterior.

“Entramos com ação no STF contra o ato de Arthur Lira que autorizou a votação remota de parlamentares para garantir o quórum na PEC 23”, disse Carlos Lupi, presidente nacional do PDT. O mandachuva da agremiação brizolista não falou, no entanto, em enquadrar a bancada na Câmara.

Já o PSB, partido de Aliel Machado (PR) e de outros 9, disse que pode fechar questão sobre a PEC dos Precatórios, também conhecida como PEC do Calote, na votação de segundo turno.

“A Direção Nacional do PSB tem posição contrária a PEC dos Precatórios e lamenta que alguns deputados(as) não tenham seguido a orientação partidária e do líder Danilo Cabral. Faremos o possível para reverter os votos no 2º turno. Se necessário, o PSB fechará questão contra a matéria”, disse Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB.

A Câmara aprovou por margem estreita a PEC 23/21, quatro votos a mais da exigência constitucional de 308.

Se ocorrer uma nova votação, a tendência é que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), amargue sua segunda derrota estratégica no plenário da Casa, que sinaliza desgaste do material e do estilo rolo compressor do aliado de Bolsonaro.

A primeira invertida do bolsonaristas Lira se deu na votação da PEC 5, que tentava reformular a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Resumo da ópera: Arthur Lira agiu como vendedor de praia que disse a Bolsonaro: ‘moça bonita não paga’, mas aí veio PSB e PDT para completar: ‘mas não leva’.

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