Auxílio Brasil sacrificou 20 milhões de famílias que ficaram sem ajuda emergencial contra a fome. Foto: reprodução

Auxílio Brasil sacrificou 20 milhões de famílias que ficaram sem ajuda emergencial contra a fome

O Auxílio Brasil foi inaugurado nesta quarta-feira (17/11) sacrificando cerca de 20 milhões de famílias brasileiras, que, de uma hora para outra, ficaram sem nenhum tipo de ajuda emergencial contra a fome.

Os beneficiários do Auxílio Brasil são as pessoas que vivem nas linhas de pobreza (com renda entre R$ 100 e R$ 200) e extrema pobreza (com renda de até R$ 100).

Essas 20 milhões de pessoas excluídas do Auxílio Brasil que vinham recebendo o Auxílio Emergencial, agora, abruptamente foram eliminadas sem sequer uma orientação para a transição rumo ao caos.

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, comentou a perversidade de Bolsonaro: “dos 39 milhões de pessoas q recebiam auxílio emergencial até outubro, apenas 14,5 milhões receberão o auxílio Brasil em novembro. E pior, receberão em média R$ 200,00. No Paraná, meu estado, de 1,8 milhão de famílias, apenas 400 mil receberão. Dados do governo” disse.

Pelas contas da dirigente petista, 25 milhões de pessoas deixarão de receber auxílio neste mês de novembro.

O cenário de caos e desespero pode ser vistos nas grandes cidades com filas quilométricas e nenhuma certeza de que esse improviso do governo Jair Bolsonaro irá aplacar a fome de milhares.

Quem tem fome, tem pressa.

O programa Bolsa Família, após 18 anos, foi encerrado em troca de uma fraude, qual seja, uma política vitoriosa contra a pobreza foi substituída por uma temporária peça de marketing eleitoral cuja duração é até outubro de 2022.

O que é o Auxílio Brasil

​É um programa de transferência direta e indireta de renda, destinado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza em todo o país, de modo que consigam superar a situação de vulnerabilidade social.

O Programa é gerido pelo Ministério da Cidadania, responsável pelo envio dos recursos para pagamento.

A CAIXA é responsável por realizar o pagamento do Auxílio Brasil para as pessoas selecionadas pelo Ministério da Cidadania, e também pela disponibilização de canais para atendimento aos beneficiários que tenham dúvidas sobre o saque do benefício.

Quais os Objetivos do Programa

  • ​Promover a cidadania com garantia de renda e apoiar, por meio dos benefícios ofertados, a articulação de políticas voltadas aos beneficiários, com vistas à superação das vulnerabilidades sociais das famílias;
  • Promover, prioritariamente, o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, por meio de apoio financeiro a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes em situação de pobreza ou extrema pobreza;
  • Promover o desenvolvimento das crianças na primeira infância, com foco na saúde e nos estímulos às habilidades físicas, cognitivas, linguísticas e socioafetivas, de acordo com o disposto na Lei nº 13.257, de 8 de março de 2016;
  • Ampliar a oferta do atendimento das crianças em creches;
  • Estimular crianças, adolescentes e jovens a terem desempenho científico e tecnológico de excelência; e
  • Estimular a emancipação das famílias em situação de pobreza e extrema pobreza.

Quem pode participar do programa

​Podem participar do Programa as famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza que tenham, em sua composição, gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças, adolescentes e jovens entre 0 e 21 anos incompletos.

As famílias extremamente pobres são aquelas que têm renda familiar per capita de zero a R$ 100,00 (cem reais). As famílias pobres são aquelas que têm renda familiar per capita de R$ 100,01 (cem reais e um centavo) a R$ 200,00 (duzentos reais).

Para se candidatar ao Programa é necessário que a família esteja inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e tenha atualizado seus dados cadastrais nos últimos 2 anos.

Caso atender aos requisitos de renda e não esteja inscrito, procure o responsável pelo Programa Auxílio Brasil na prefeitura de sua cidade para realizar o cadastramento no Cadastro Único.

Mantenha seus dados sempre atualizados, informando à prefeitura qualquer mudança de endereço, telefone de contato e composição da sua família, como: nascimento, morte, casamento, separação e adoção.

O cadastramento é um pré-requisito, mas não implica a entrada imediata da família no Programa. Mensalmente, o Ministério da Cidadania seleciona, de forma automatizada, as famílias que serão incluídas para receber o benefício.

Saiba o que fazer para que sua família receba o benefício

1. Cadastramento
​Se sua família se encaixa em uma das faixas de renda definidas pelo Programa, procure o setor responsável pelo Auxílio Brasil no seu município. É necessária a apresentação do documento de identificação para fazer parte do Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal.
Caso faça parte do Cadastro Único, é necessário que seus dados estejam atualizados.

2. Seleção
​​A seleção das famílias é feita pelo Ministério da Cidadania com base nos dados inseridos pelas prefeituras no Cadastro Único. Esse processo é realizado mensalmente considerando a composição familiar e a renda de cada integrante.

3. Pagamento
​Após a seleção realizada pelo Ministério da Cidadania, será concedida parcela do Programa Auxílio Brasil. As parcelas são disponibilizadas mensalmente, conforme calendário de pagamento.

Requisitos

​Para que a família seja contemplada pelo Programa Auxílio Brasil é necessário:

  • Estar cadastrada, pela prefeitura, no Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal;
  • Ser selecionada pelo Ministério da Cidadania;
  • Estar em situação de pobreza ou de extrema pobreza. Para as famílias em situação de pobreza é necessário que apresentem, em sua composição, gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças, adolescentes ou jovens entre 0 e 21 anos incompletos.

Manutenção do benefício

Para manutenção da família como beneficiária no Auxílio Brasil deverão ser cumpridas as seguintes condicionalidades do Programa:

  • Realização do pré-natal;
  • Acompanhamento do calendário nacional de vacinação;
  • Acompanhamento do estado nutricional;
  • Frequência escolar mínima definida em regulamento;
  • Matrícula em estabelecimento de ensino regular para jovens entre 18 a 21 anos.